E depois de tanto texto…

Resolvi mostrar-vos um vídeo que encontrei no outro dia no Youtube sobre usabilidade. Embora não esteja directamente relacionado com a usabilidade na web, o vídeo ilustra a dificuldade de adptação à mudança.

Deixo-vos um teste de usabilidade de 1969.

Sapo.pt 3

Análise heurística segundo o modelo de Lavery

A análise heurística avalia a usabilidade das interfaces segundo uma série de princípios (heurísticas). O objectivo é, portanto, o de encontrar problemas que tornam o conteúdo menos usável.

Para esta terceira análise, optei por continuar a analisar o Portal Sapo, visto ter como objectivo chegar a conclusões mais aprofundadas sobre o site em questão.

Tendo em conta os dez princípios (heurísticas) de usabilidade propostos por Nielsen em 1994 e focados no último artigo, o modelo heurístico de Lavery propõe um levantamento de: 

a)     “Conformance Question”: o que deve o sistema fazer para satisfazer o princípio em causa.

b)     “Evidence of Conformance”: o que não está em total conformidade e pode ser alterado para melhor satisfazer o princípio.

c)      “Motivation”: quais os problemas que se tentam evitar com a conformidade ao princípio.

 1. Visibilidade do estado do sistema

a) O sistema fornece um feedback ao utilizador?

b) Em relação ao feedbak, ao passar com o cursor por cima de cada item a cor do mesmo muda de preto para azul. Ao clicar não é fornecido nenhum tipo de feedback a não ser o inerente ao próprio browser (na maioria das vezes sonoro).

c) O único feedback encontrado no site não provoca ansiedade ao utilizador pois é instantâneo. No entanto, em vez de ser utilizada apenas a cor azul, poderiam ser utilizadas outras cores que permitissem um melhor mapeamento dos conteúdos.

2. Ajuste entre o sistema e o mundo real

a) O sistema utiliza linguagens e conceitos familiares ao utilizador numa ordem natural e lógica?

b) O site apresenta, por vezes, uma relação entre uma figura e o respectivo texto do item. Porém, este é o único aspecto a realçar tendo em conta este princípio. Embora utilize linguagens e conceitos familiares ao utilizador, não são dadas muitas “affordances” (pistas) tendo em conta o conteúdo de cada secção.

c) O utilizador necessita, assim, de estar familiarizado com o funcionamento do portal, embora a maioria dos “botões” contenha texto. O excesso de menus na página inicial e a falta dos mesmos nas páginas adjacentes dificulta a navegação.

3. Controlo e liberdade do utilizador

a) O utilizador pode fazer o que quer, quando quer?

b) Na página inicial, os menus permitem que o utilizador aceda a todos os conteúdos inerentes ao portal. No entanto, nas páginas adjacentes não encontramos a presença dos menus assim como do item “voltar”, tendo o utilizador que recorrer ao “back” do browser. É de realçar o facto de o utilizador poder personalizar a página consoante as suas necessidades e as suas preferências.

c) O utilizador perde, assim, o controlo e liberdade das suas acções, tendo que recorrer à barra de funcionalidades do próprio browser para chegar onde quer. Para além disso, tem que voltar sempre à página inicial para aceder a outros serviços, à excepção da pesquisa e pouco mais (Mail e Messenger, por exemplo).

4. Consistência e standards

a) Os elementos do design, tais como os objectos e as acções, têm o mesmo significado em situações diferentes?

b) Em todas as páginas o logótipo do sapo.pt permite voltar à página inicial através de um clique do “rato”. Para além disso, podemos observar sempre a presença de uma barra no cimo do ecrã ao centro, onde se encontra o único menu que liga as várias páginas à principal.

c) O sistema apresenta-se consistente em relação aos objectos e acções apresentadas, embora em termos de navegação as escolhas não tenham sido as melhores, como já foquei no ponto anterior.

5. Prevenção de erros

a) O design previne os erros de utilização?

b) Os conteúdos encontram-se bem organizados na página inicial, sendo fácil a sua utilização. No entanto, como já foi focado, os problemas aparecem nas outras páginas, onde o utilizador fica quase incapacitado de navegar por e para onde quer.

c) O utilizador pode ficar frustrado por não conseguir consultar outros serviços enquanto consulta o serviço que escolheu anteriormente e por não conseguir voltar à página inicial. Isto demonstra, neste ponto, que o sistema não é totalmente eficiente.

6. Reconhecimento em vez de lembrança

a) Os elementos do design, tais como os objectos, as acções e as opções, estão visíveis? O utilizador é forçado a lembrar-se do caminho percorrido?

b) Na página inicial, todos os serviços estão disponíveis e a maioria deles tem o mesmo destaque, por isso apela-se mais ao reconhecimento do que à lembrança, embora não sejam utilizados muitos ícones figurativos. No entanto, como tenho vindo a referir até aqui, o utilizador necessita de recorrer ao browser para percorrer um novo caminho ou para lembrar-se do caminho percorrido até ao momento.

c) Estas questões dão origem a variados erros e desorientam o utilizador. É necessário apostar no reconhecimento e não na lembrança, pois a última, entre outros problemas,  dificulta a reestruturação do sitio web. O excesso de “links” na página principal dificulta o reconhecimento, sendo, assim, necessário sumariar os serviços, diminuindo o número de secções.

7. Flexibilidade e eficiência no uso

a) O utilizador pode customizar as suas acções ou utilizar atalhos?

b) Como já referi, na página inicial é dada a opção ao utilizador de personalizar a página consoante as suas preferências. Para além disso, são, também, apresentados atalhos para a secção de notícias e as suas sub-secções e para outros serviços. No entanto, nas páginas adjacentes não são apresentados atalhos para a maioria dos serviços, sendo necessário voltar à página inicial.

c) O utilizador pode sentir-se frustrado e desorientado com a fraca eficiência no uso do site.

8. Estética e design minimalistas

a) O site contem informação desnecessária e irrelevante?

b) A página principal apresenta informação redundante, sendo possível aceder a algumas secções no menu principal do site e nas secções em destaque no centro da página. Para além disso, os itens poderiam ser agrupados de outra forma, como por exemplo pelas estatísticas dos mais usados, juntando os serviços menos utilizados num plano inferior, com menos destaque.

c) Reduzir o número de opções da página principal pode facilitar a escolha por parte do utilizador. Para além disso, essa redução facilitaria a familiarização do indivíduo com o sistema.

9. Ajuda aos utilizadores para reconhecerem, diagnosticarem e recuperarem de erros

a) As mensagens de erro são simples e fáceis de entender? Descrevem o problema e sugerem soluções?

b) Neste campo, o portal apresenta situações antagónicas. Se por um lado na secção “Homepages” as mensagens de erros do login não são fáceis de entender nem apresentam soluções, na secção “Blogs” a mensagem é simples e indica os passos ao utilizador que lhe permitem resolver o problema.

c) O site deveria ser consistente em relação à apresentação e resolução de erros, principalmente relacionados com os registos e logins. Esta inconsistência pode causar frustração ao utilizador, que pode acabar por não conseguir resolver o problema em certos casos.

10. Ajuda e documentação

a) O sistema fornece algum tipo de ajuda e documentação de auxilio ao utilizador? Essas informações são fáceis de encontrar?

b) O sapo.pt apresenta em todas as páginas um tópico para “Ajuda”, onde pode ser consultado o mapa do site, os tópicos em destaque, as cinco questões mais frequentes, os downloads e os contactos. No entanto, na página inicial esta opção surge no fim da página, com um tamanho de letra muito pequeno, sendo difícil encontrá-lo. Nas outras páginas já é dado mais destaque a este item.

c) O sistema ideal não deve ter nenhum topo de ajuda nem documentação. No entanto, o mapa do site é muito importante para uma boa navegação e para uma melhor compreensão da estrutura da página e o caminho a seguir. Para além disso, pode funcionar como atalho para os diversos conteúdos.

Conclusão

Confesso ter tido algumas dificuldades na redacção deste artigo, visto ainda não ter conseguido definir e distinguir correctamente alguns dos princípios de usabilidade enunciados. Isto pode ter tornado o artigo um pouco repetitivo. No entanto, penso que com o tempo e com a experiência irei esclarecer de uma forma mais clara estes conceitos.

Depois da análise heurística posso concluir que o Portal Sapo tem graves problemas em relação ao controlo e liberdade do utilizador. A ausência de uma opção que ajude o utilizador a voltar à página principal e a presença das várias secções apenas na página inicial (à excepção de alguns serviços) constituem um entrave a uma navegação eficiente. Estes factores podem, assim, apelar à lembrança em vez do reconhecimento, o que é agravado pela falta de “affordances” (pistas) no site.

 

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Sapo.pt (versão 2)

sapo3.jpg

No artigo anterior, tentei fazer uma análise geral e superficial do portal Sapo, tendo em conta três parâmetros: usabilidade, acessibilidade e emotividade. Essa primeira análise focou aspectos que hoje, após ter tido um contacto mais aprofundado com o design de interacção e a sua aplicação, considero irrelevantes. Assim, neste artigo tentarei expôr mais correctamente alguns pontos não focados ou focados apenas superficialmente na última análise.

A usabilidade é um conceito que realça a necessidade de tornar um sitio web efectivamente fácil de usar por parte do utilizador. Para isso, é necessário ter em conta vários aspectos entre os quais o público alvo, as actividades que pretende desempenhar e as necessidades dos diferentes utilizadores. Os principais objectivos da usabilidade são, por isso, os seguintes: eficácia, eficiência e segurança no uso, ter utilidade e ser fácil de aprender e de lembrar como se usa. Para além disso, segundo Nielsen (2001), os príncipios da usabilidade são:

  • usabilidade do estado do sistema;
  • ajuste entre o sistema e o mundo real;
  • controlo e liberdade do utilizador;
  • consistência e standards;
  • ajuda aos utilizadores para reconhecerem, diagnosticarem e recuperarem de erros;
  • prevenção e erros;
  • reconhecimento em vez de lembrança;
  • flexibilidade e eficiência no uso;
  • estética e design minimalistas;
  • ajuda e documentação.

Assim, tentarei, durante esta análise, recorrer a estes príncipios.

O portal Sapo é mais utilizado para pesquisa, tanto de informação como de serviços. O utilizador que “entra” no sapo.pt tem, assim, um “objectivo padrão”: pesquisar. Nesse sentido, penso que o site em análise apresenta alguns aspectos positivos assim como negativos. Por um lado, penso que, em termos de usabilidade, o design do sitio web realça a tão falada pesquisa, com a caixa de texto logo no cimo da página principal com as suas diferentes secções (imagens, blogues, notícias, etc). Na minha opinião, isto torna a actividade predominante do site óbvia, o que enuncia o príncipio da visibilidade do estado do sistema. No entanto, penso que o resto da página apresenta demasiada informação. A divisão por secções funciona como um bom mapeamento, mas essas secções são apresentadas como sendo de igual importância, embora se note uma tentativa de mostrar ao utilizador que alguns serviços são mais relevantes que outros. Isto, no site em análise, é feito mostrando diversos itens no centro da página, como as “Notícias”, os “Destaques” ou a secção “Comunidade”. No entanto, penso que do lado esquerdo da página, onde estão todos os serviços disponibilizados pelo portal, há um excesso de informação. Na minha opinião, devia ter sido encontrada outra solução para este mapeamento, realçando, por exemplo, a secção “Serviços”, que me parece a mais relevante, com uma cor que realçasse, com as letras um pouco maiores ou até mesmo com um bold. Este mapeamento anularia alguns constrangimentos que podem estar inerentes ao excesso de informação e de itens apresentados na página inicial.

Um aspecto curioso deste portal é o facto de ser possivel personalizar a página, tendo em conta as preferências e necessidades dos utilizadores. Assim, do lado esquerdo podemos encontrar o item “Personalizar Página”. Ao clicar, encontramos várias opções, tais como: cor, largura da página e posição inicial dos separadores “Notícias” e “Destaques” (os separadores realçados ao centro da página inicial). Na minha opinião, isto vai de encontro a um dos objectivos do chamado design de interacção: criar um diálogo entre o conteúdo e o utilizador, facilitando a navegação. Para além disso, este aspecto vai de encontro com o principio do controlo e liberdade do utilizador proclamado por Nielsen em 2001. Gostaria, também, de notar, pelo lado negativo, o facto de ser dificil para o utilizador voltar à página inicial, visto esta opção ser dada apenas com o clique no logotipo do site ou então através da opção voltar do browser. Penso que seria importante a presença de um “botão” voltar na própria página para que o utilizador mais facilmente pudesse voltar à página inicial onde estão presentes, mais explicitamente, os conteúdos do site. Esta análise leva-me a outra solução para esta situação que poderia passar pela apresentação de um pequeno menu com os serviços mais procurados pelo utilizador em todas as páginas adjacentes. Neste sentido, penso que a inserção ou de um “botão” voltar ou de um pequeno menu nas várias páginas do Sapo serviria para prevenir erros que possam acontecer. Para além disso, contribuiria para uma maior flexibilidade e eficiência do uso do portal.

Em termos de feedback, o sapo.pt apresenta algumas falhas. Ao passar com o “rato” por cima de cada item este é realçado com outra cor. No entanto, após o clique não é enviada nenhuma informação de retorno sobre a acção, como por exemplo um som ou outra espécie de ênfase. Penso que, no caso do Sapo, uma pequena animação seria a melhor opção pois a maioria dos browsers, como por exemplo o Internet Explorer, respondem ao clique do “rato” com um som próprio.

Outro parâmetro relacionado com a usabilidade é a consistência, ou seja, o uso de interfaces com operações similares que facilitem a utilização e a aprendizagem. Penso que o portal Sapo explora este aspecto de uma forma correcta, tendo, por exemplo, em todas as páginas adjacentes a caixa de pesquisa no Sapo, menus simples e concisos, de fácil aprendizagem e registos e logins com instruções e formas de funcionamento idênticos. No fundo, a maioria dos serviços do portal funcionam com base no conceito de pesquisa inerente ao site, como podemos ver em secções como “Notícias”, “Leilões”, “Música”, “Automóveis”, etc. Penso que isto é um ponto a favor da consistência entre as diferentes páginas do portal. Para além disso, estes aspectos contribuem para a prevenção de erros; para ajudar o utilizador a reconhecer, diagnosticar e recuperar de erros e, também, para fomentar o reconhecimento em vez da lembrança.

“Affordances” (ou pistas) podem ser definidas como um objecto que permita a uma pessoa perceber como usá-lo. Neste caso não estamos a falar de objectos, mas sim de itens ou dos chamados “botões”. O Sapo tem algumas características interessantes, embora sejam características típicas dos vários portais. Assim, no lado direito da página inicial são apresentados cinco itens (“Mail”, “Amigos”, “Horóscopo”, “Tempo” e “Trânsito”) com, respectivamente, cinco figuras. Por exemplo, ao “Mail” é associado um envelope, ao “Tempo” um guarda chuva e ao “Trânsito” um carro. As figuras servem, assim, de pistas (assim como o nome de cada “botão”) para o que poderá ser encontrado em cada secção. Na secção de “Notícias” podem, também, ser encontradas as ditas pistas. O item “Desporto” tem associada a figura de uma bola de futebol, o item “Local” uma tabuleta de localização e assim sucessivamente. Na minha opinião, é muito dificil analisar a fundo a questão das “affordances”. Seriam necessárias algumas horas de navegação no site. No entanto, penso que os aspectos focados nesta análise constituem um ponto a favor para este portal. Para além disso, penso que exprimem um ajuste entre o sistema e o mundo real.

Gostaria de realçar a fraca preocupação deste portal em termos de acessiblidade em relação a pessoas com necessidades especiais. Enquanto navegava mais pormenorizadamente no sapo.pt tendo em vista esta análise, pude ver a falta de legendas nas imagens e vídeos e a sua não descrição; a fraca utilização de som e a falta de uma opção que melhore a acessibilidade consoante as necessidades especiais dos utilizadores mais incapacitados. Penso que isto é, também, um aspecto negativo tendo em conta o príncipio de usabilidade relativo à ajuda ao utlizador.

Penso que o design do portal Sapo está em consonância com o príncipio de estética e design minimalistas de Nielsen. No entanto, acho importante realçar o facto de, na minha opinião, um sistema com um design mais complexo poder ser tão fácil de usar quanto um caracterizado por um design minimalista. Basta, para isso, que sejam seguidos os vários objectivos e os vários príncipios da usabilidade tão falados nesta análise.

Assim, penso que, em termos gerais, o portal em análise tem aspectos positivos e negativos. Em termos de acessibilidade é clara a necessidade de mudança em consonância com os tempos de hoje. No entanto, posso concluir que, embora tenham sido focados e analisados vários aspectos negativos do portal, este tem em atenção o público alvo (vasto, mas que tem algo em comum: a busca por informação ou vários serviços), o contexto de uso (a pesquisa) e o tipo de tarefa (mais uma vez a pesquisa).

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Sapo.pt

Tendo em conta a proposta feita na aula anterior, em que o objectivo é o de escolher um site de referência e analisá-lo tendo em conta a sua acessibilidade, usabilidade e emotividade, preferi analisar um site português de referência tanto para mim como para a maioria dos portugueses, o sapo.pt.

“O Sapo” (como é vulgarmente chamado) começou por ser um site de pesquisa. Hoje em dia, é, provavelmente, o site português mais utilizado para este serviço. No entanto, a recente reformulação do site trouxe grandes novidades, tendo acrescentado vários serviços aos já existentes.

Na minha opinião, o Sapo é um site português de referência. No entanto, gostaria de notar, desde já, a sua fraca preocupação em termos de acessibilidade. Enquanto navegava mais pormenorizadamente no sapo.pt tendo em vista esta análise, pude ver a falta de legendas nas imagens e vídeos e a sua não descrição; a fraca utilização de som e a falta de uma opção que melhore a acessibilidade consoante as necessidades especiais dos utilizadores mais incapacitados. No entanto, escolhi analisar este site porque penso ser uma das mais completas páginas web portuguesas tendo em conta a usabilidade e o design.

Embora ache o design pouco emotivo devido ao excessivo (na minha opinião) uso do verde, cor do logotipo do sapo.pt, penso que é um design que se adequa ao tipo de site. Assim sendo, o seu design simples facilita a navegação na página, visto ser um site com muitos serviços, como ja foi referido. No entanto, penso que deveria ser feito um mapeamento das secções, dando realçe às mais procuradas pelos visitantes do site. Esse mapeamento poderia ser feito, por exemplo, através da utilização de cores diferentes.

Em termos de usabilidade, considero o Sapo um site de fácil navegação, com diversos serviços e com um forte carácter multimodal (utiliza fotos, vídeos, música, etc). Penso que a divisão por secções facilita a busca do utilizador, dando especial destaque à secção de pesquisa e das notícias, a primeira no cimo da página e a última no centro, logo abaixo da secção de pesquisa. A pesquisa d’ o Sapo está muito bem organizada (tendo em conta que só recentemente este site começou a utilizar os seus próprios documentos, tendo deixado de recorrer aos serviços d’o Google), com alguns aspectos interessantes que gostaria de realçar, principalmente o facto de ser possível ao utilizador guardar directamente o resultado da pesquisa no seu computador em formato PDF. Acho, também, importante realçar o uso do serviço RSS, que facilita a divulgação de informação para os computadores pessoais dos utilizadores. No entanto, gostaria de notar, pelo lado negativo, o facto de ser dificil para o utilizador voltar à página inicial, visto esta opção ser dada apenas com o clique no logotipo do site ou então através da opção “voltar” do browser. Penso que seria importante a presença de um botão “voltar” na própria página para que o utilizador mais facilmente pudesse voltar à página inicial onde estão presentes, mais explicitamente, todos os conteúdos do site. Para além disso, penso que poderia ser dada ao utilizador a opção de personalizar a sua visita ao site, principalmente à página inicial, dando a opção de minimizar as diferentes secções, aquelas que menos lhe interessariam, facilitando o objectivo final.

Assim, nesta primeira análise, posso concluir que, embora seja necessária uma rápida melhoria em termos de acessibilidade, o Sapo tem todas as condições para apostar neste sector, podendo tornar-se, assim, num site muito melhor em termos de acesso e navegação por parte de pessoas com incapacidades.