“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!” – Apresentação final

Este artigo tem como objectivo publicar a apresentação final em formato .ppt, que inclui praticamente todas as fases que foram percorridas no projecto desde o início do semestre. O último artigo continha já a maioria das fases percorridas até à data. No entanto, achou-se por bem publicar esta última apresentação (do dia 17 de Dezembro), pois algumas modificações já foram feitas, para além de terem sido feitos testes com utilizadores no Colégio Luso-Francês do Porto. Não são apresentadas as tabelas dos testes, mas as conclusões retiradas dos mesmos, embora sejam muito breves.

Download aqui: apresentacao3.ppt

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StoryBoard da Curta “Memórias” (grupo 2)

Visto não ser possível publicar imagens no wiki de trabalho da disciplina de Laboratórios de Som e Imagem , este artigo tem como objectivo publicar o storyboard da curta-metragem “Memórias”. Para mais informações pode ser consultado no wiki de trabalho o argumento da curta na opção “grupo 2”.

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“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!” – Ponto da situação

Visto estar próxima a segunda avaliação intercalar ao projecto da disciplina de Ergonomia das Aplicações Multimédia, senti a necessidade de publicar um artigo fazendo o ponto da situação do mesmo. Assim, neste artigo irão ser expostos alguns dos tópicos que vão ser focados na próxima apresentação de segunda-feira, dia 19 de Novembro.

Em primeiro lugar algumas rectificações ao modelo conceptual e suas actualizações já apresentadas. Assim, o design do sistema será constituído por uma sobreposição de formas básicas (do género do tão conhecido “corta e cola”) num background composto por uma imagem real de um quadro. Na segunda secção, será dada ao utilizador a opção de voltar à introdução, caso deseje. Isto será feito tal como na primeira secção por um “botão” no canto inferior direito – “Voltar Intro”. O tipo de letra encontrado para o título do sistema, para os botões “Saltar Intro” e “Voltar Intro” e para as frases da introdução do sistema foi a Kristen ITC, escolhida pelo seu aspecto atraente, divertido e ao mesmo tempo legível.

Na segunda secção do sistema, será utilizada outra metáfora referente ao ambiente escolar, ou seja, os separadores utilizados nas capas ou nos cadernos dos alunos para dividir a matéria por disciplinas. O primeiro conteúdo, referente ao conceito de acessibilidade, aparecerá automaticamente “descarregado” quando o utilizador aceder á segunda secção do cd-rom. Para além disso, cada item do menu , assim como o separador que lhe estiver associado, terá uma cor que o caracterizará. As cores escolhidas foram o cor-de-rosa, o verde, o cor-de-laranja e o azul clarinho. A escolha das cores foi feita tendo em conta o sexo feminino e o sexo masculino dos utilizadores, dai que tenham sido usadas cores divertidas, mas associadas aos dois sexos. Quando o cursor estiver por cima dos itens estes aumentarão um pouco. Após o clique estes manter-se-ão um pouco maiores que os outros, passando para o seu tamanho normal quando for escolhido outro item. A cor do contorno da janela também mudará consoante o item escolhido e o separador que lhe estiver associado. Estas questões estão relacionadas com o feedback do sistema e com a importância de situar o utilizador no mesmo. Será dada a opção de aceder a um determinado conteúdo tanto a partir do clique no separador ou no item em si. Para dar realce ao título do sistema, alterou-se o tipo de letra utilizado nos itens do menu assim como no conteúdo dos mesmos. Assim, o tipo de letra utilizado será o Verdana.

Todos os “botões” do sistema irão ter som (tradução áudio da função de cada “botão”) para acentuar o feedback do sistema, principalmente em relação a crianças que tenham necessidades especiais. Este aspecto será uma forma de dar o exemplo de algo muito simples que se pode fazer para tornar os sistemas mais acessíveis a pessoas com necessidades especiais e não só. Para além disso, todo o texto terá som, sendo que ao passar-se com o cursor por cima este será activado, à excepção do texto referente aos conteúdos da segunda secção que poderá ser ouvido automaticamente. No entanto, será dada ao utilizador a opção de tirar o som, através de um “botão” no canto inferior esquerdo. Ao clicar neste “botão”, apenas o som referente ao texto dos conteúdos deixará de ser emitido, visto os restantes sons só serem activados ao passar-se com o cursor por cima.

Após alguns contactos com o Colégio Luso-Francês do Porto, este aceitou a proposta de colaborar no projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”. Numa primeira fase, foi realizado um inquérito nas aulas de Formação Cívica a uma turma do 5º ano e outra do 6º, com o objectivo de apurar a relação e os hábitos das crianças com o computador, a Internet e o termo “acessibilidade”. Para além disso, era importante fazer uma primeira aproximação ao público-alvo, apurando as suas necessidades, conhecimentos e limitações. Os resultados do inquérito, como pode ser visto mais à frente neste artigo, serviram para aperfeiçoar e acrescentar alguns aspectos no projecto, assim como confirmar a relevância de desenvolver um sistema deste carácter. No inquérito foram utilizadas perguntas fechadas e abertas para mais facilmente apurar o que se pretendia.

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No total, responderam ao inquérito cinquenta e quatro crianças, sendo que vinte e oito frequentam o 5º ano e vinte e seis o 6ºano. A maioria dos inquiridos tem 11 anos de idade (44%). Responderam, também, vinte crianças de dez anos e dez crianças de nove. Vinte e oito dos inquiridos são do sexo feminino, sendo que vinte e seis são do sexo masculino. Neste artigo não serão apresentados os gráficos da análise quantitativa dos inquéritos devido à dificuldade de os colocar no mesmo. No entanto, poderá ser feito o download da segunda apresentação intercalar que irá conter os gráficos.

A maioria das crianças inquiridas utiliza frequentemente o computador (81%). Apenas nove não utilizam com frequência o computador, sendo que uma criança não respondeu à questão.

 

Neste ponto, é necessário realçar o facto de as crianças não terem respeitado as indicações do inquérito, tendo respondido a questões que não deveriam responder caso escolhessem “não” em determinadas questões. Assim, alguns resultados podem não estar coerentes com o número de inquiridos que deveriam ter respondido a determinadas questões.

 

Assim sendo, 75% das crianças utiliza o computador em casa, sendo que quatro crianças (7%) utilizam na escola e 18% em outros locais. Das dez crianças que responderam “Outros locais” à questão 1.2, quatro (a maioria) utiliza o computador em casa de familiares e amigos. As outras crianças focaram locais como centro de estudos, café, local de trabalho dos pais, biblioteca e instituto inglês.

 

Quando questionados sobre as actividades que mais realizam no computador, as três opções mais escolhidas foram “Pesquisar na Internet” e “Realizar trabalhos para a escola” (ambos com 26%) e “Jogar” (com 22%). Nesta questão, as crianças poderiam escolher mais que uma opção, tendo sido obtidas 163 respostas nos cinquenta e quatro inquéritos. Neste sentido, a opção menos escolhida foi a “Ouvir música” com 9%. Três inquiridos escolheram a opção “Outras actividades”, sendo que as actividades mencionadas foram ver imagens e filmes e realizar trabalhos não escolares.

 

À questão 1.4, “Costumas consultar CD-ROMs educativos?”, 19% dos inquiridos não responderam, sendo que esta questão era para todos os inquiridos, tivessem respondido “Sim” ou “Não” na primeira questão do inquérito, “Utilizas com frequência o computador?”. Na questão 1.4, 44% dos inquiridos responderam que sim e 37% responderam que não.

 

A grande maioria dos inquiridos (89%) utiliza a Internet. Apenas duas crianças não utilizam a Internet e quatro não responderam à questão. Os sites mais consultados pelos inquiridos são, portanto, sites de pesquisa como o Google e a Wikipedia com 44% e sites de jogos como o Miniclip com 23%.

 

Uma das perguntas mais pertinentes do questionário era a 1.7, “Que actividades preferes fazer durante as aulas?”. Embora o objectivo fosse responder a apenas uma das actividades, várias crianças escolheram mais do que uma actividade, tendo sido obtidas 102 respostas. Neste sentido, a maioria das crianças prefere fazer trabalhos durante as aulas (31%). Para além disso, 29% dos inquiridos preferem jogar jogos educativos. Por outro lado, apenas 7% escolheram a opção “Consultar um CD-ROM educativo” e 12% a opção “Consultar um site educativo”. Duas crianças responderam que preferiam outras actividades que não as mencionadas na questão, sendo que gostariam de jogar jogos não educativos e realizar pesquisa sobre os temas focados na aula.

 

Relativamente às questões relacionadas com a acessibilidade, 68% dos inquiridos disseram não conhecer o termo “acessibilidade”. Três crianças não responderam à questão 2.1, sendo que apenas 14 inquiridos conhecem o termo. A maioria das crianças que dizem conhecer o termo, ouviram falar dele em casa, sendo que apenas cinco admitem ter tido conhecimento do mesmo na escola.

 

Quando questionados sobre o que consideram ser acessibilidade, a maior parte dos inquiridos (69%) não respondeu. Das respostas obtidas, algumas focam ideias próximas do conceito, embora não muito aprofundades. Admite-se que as respostas que se aproximam do conceito podem ter sido deduzidas da palavra “acessibilidade” em si. Assim, surgem definições como: “Disponibilidade, ou seja, ser disponível”; “Ter acesso a alguma coisa, tal como ao computador e à Internet”; “Um sitio que esteja acessível”; “Facilidade que temos de fazer uma actividade ou o acesso que temos de fazer alguma coisa ou de irmos para algum sítio” e “Ter acesso a tudo o que queremos”. É interessante notar que uma das respostas associa o termo ao acesso que se tem ao computador e à Internet, uma das questões que se pretende focar no sistema “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”. No entanto, surgem, também, respostas muito diferentes do conceito do termo, tais como: “Poder falar com outras pessoas na Internet e pesquisar”; “O que se passa no mundo inteiro”; “Navegar pelo mundo adquirindo novos conhecimentos pela Internet”; “Ser acessível a vários tipos de coisas” e “Aderir à Internet”. Surge neste conjunto de respostas uma que se destaca, a penúltima. No entanto, ao interpretar a resposta chegamos à conclusão de que a criança se refere a si mesma quando diz “ser acessível” e não ao mundo em geral. Assim, achou-se por bem incluir esta resposta no grupo de respostas afastadas do conceito de “acessibilidade”.

 

A grande maioria dos inquiridos (87%) gostaria de conhecer mais sobre o tema, sendo que apenas sete crianças responderam que não. A esta questão responderam os cinquenta e quatro inquiridos. Caso a resposta a esta última pergunta fosse afirmativa, pedia-se que mencionassem o porquê da sua escolha. Uma das crianças que respondeu afirmativamente à questão 2.4 não respondeu à questão “Porquê?”. A maioria dos inquiridos gostaria de saber mais sobre a acessibilidade para ter acesso ao significado de uma nova palavra e de um novo conceito. Assim, surgem respostas como: “”Porque é uma palavra que se utiliza com frequência”, “Porque gosto de conhecer várias coisas”, “Para aprofundar os meus conhecimentos”, “Porque é bom saber um pouco de tudo” e “Porque quando falam de alguma coisa que desconheço tento informar-me sobre o assunto”. Várias crianças disseram querer saber mais sobre o tema por lhes parecer um tema engraçado, divertido, interessante e educativo. Para além disso, foram obtidas outras respostas, tais como: “Gostava de me tornar mais acessível”, “Gosto que me perguntem sobre computadores e gosto de estar neles”, “Gosto de saber mais sobre a Internet e adquirir mais sites” e “Porque acho que a acessibilidade é Internet”. Mais uma vez podemos observar que há uma confusão entre o termo “acessibilidade” e a Internet e o computador. Embora estejam relacionados, podemos ver, principalmente através da última resposta apresentada, que as crianças identificam acessibilidade como sendo a Internet ou o computador.

 

Conclusões da análise quantitativa e o que esta alterou no modelo conceptual do sistema:

 

Em primeiro lugar, visto não ter respondido ao inquérito nenhuma criança de 12 anos e algumas crianças de 9, a faixa etária do público-alvo irá ser alterada, passando, assim, a ser crianças dos 9 aos 11 anos que frequentem o segundo ciclo do ensino básico e a disciplina de Formação Cívica.

 

É, também, necessário focar que a maioria das crianças utilizam o computador em casa, sendo que apenas 7% o utilizam na escola. Isto significa, na minha opinião, que existe necessidade de inserir o computador na vida escolar e mais concretamente na sala de aula. Neste sentido, a inserção do sistema na disciplina de Formação Cívica pode contribuir para que as crianças mantenham um contacto com o computador durante as aulas relacionadas com a acessibilidade.

 

O computador é utilizado pela maioria das crianças que o usam para pesquisar na Internet, realizar trabalhos para a escola e jogar. As duas primeiras actividades estão associadas ao cd-rom, mesmo que indirectamente. Assim, o sistema pode ser uma forma de pesquisar sobre o tema para obter mais informação, assim como pode incentivar e ser a base da realização de um trabalho, seja de grupo ou individual. Para além disso, visto a pesquisa na Internet ter sido uma das opções mais escolhidas, podemos deduzir o interesse das crianças por temas novos e por aprofundar os conhecimentos, o que pode facilitar a boa aceitação do sistema. Em relação à preferência dos inquiridos por utilizar o computador para jogar, esta foi, sem dúvida, uma das conclusões mais surpreendentes do inquérito. Assim, parece-me pertinente incluir no sistema uma secção com dois pequenos jogos, onde se possa explorar uma vertente mais lúdica e onde possam ser consolidados os novos conhecimentos. Neste sentido, será dada ao utilizador a opção de fazer dois pequenos puzzles com os símbolos de acessibilidade e de responder a um pequeno quiz com perguntas sobre os temas abordados na secção explicativa do cd-rom.

 

Por outro lado, a maioria dos inquiridos consulta cd-roms educativos, embora a diferença percentual entre as duas opções seja muito reduzida. A grande maioria das crianças utiliza regularmente a Internet, consultando sites de pesquisa e sites de jogos. Para além disso, a maior parte dos inquiridos preferem realizar trabalhos durante as aulas e jogar jogos educativos. Estes resultados serviram, também, para sustentar as alterações no modelo conceptual acima mencionadas. É importante referir que mais crianças preferem consultar um site educativo do que um cd-rom educativo. No entanto, optou-se por continuar a produzir um sistema offline (cd-rom educativo), visto a diferença do número de respostas entre as duas opções ser muito reduzida. Assim, como já foi referido, irá apostar-se na inserção de uma secção de pequenos jogos, pois esta parece ser o aspecto mais pertinente e mais vincado nos resultados da análise dos inquéritos.

 

Vários resultados do inquérito vieram comprovar a necessidade de realizar um projecto do género e de integrá-lo nas escolas através da disciplina de Formação Cívica. Assim, a maioria das crianças não conhece o termo e as que conhecem falaram sobre ele em casa e não na escola. Para além disso, embora algumas crianças saibam definir “acessibilidade” de uma forma aproximada ao conceito real, outras não têm a mínima noção do que significa a palavra, embora a associem a Internet e a Computador. Por fim, podemos ver que, provavelmente por o inquérito ter começado com questões sobre os hábitos dos inquiridos em relação ao computador e à Internet, as crianças pensam que a acessibilidade é um componente dos mesmos. Embora os três estejam relacionados, como é sabido, é necessário esclarecer as crianças sobre o real carácter dessa relação.

 

Por fim, embora não esteja directamente relacionado com os resultados do inquérito, achou-se por bem que o primeiro frame do cd-rom seja uma apresentação do mesmo com o titúlo, uma imagem descritiva da acessibilidade e a opção “Iniciar”. Visto se ter decidido, mesmo após a realização do inquérito, manter o sistema offline, esta pareceu uma boa forma de não sobrecarregar o utilizador com uma introdução, deixando que ele inicie a sessão quando mais desejar. Para além disso, em vários dos cd-roms para crianças a que tive acesso surge essa opção.

 

Download da segunda apresentação intercalar do projecto: apresentacao2.ppt  

 

Apresentação do projecto final (Design de Comunicação Multimédia)

Infografia “Acessibilidade precisa-se!”

No âmbito do projecto final da disciplina de Design da Comunicação Multimédia a presente proposta tem como objectivo esclarecer sucintamente o projecto desenvolvido na disciplina de Ergonomia das Aplicações. Será, pois, uma infografia dinâmica interactiva que poderá ser publicada no portal Jornalismo Porto Net (JPN) do curso de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia.

Como já foi referido nos artigos de contextualização e apresentação do projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, este tem como objectivo sensibilizar os alunos do segundo ciclo do ensino básico para a problemática da acessibilidade nos dias de hoje. Para além disso, pretende-se que o projecto seja integrado no âmbito da disciplina de Formação Cívica, leccionada neste ciclo. O público-alvo do sistema é, assim, constituído por crianças dos 10 aos 12 anos que frequentem o segundo ciclo.

Como foi referido nos artigos referentes ao modelo conceptual do projecto, o sistema será constituído por duas secções, sendo a primeira uma introdução ao tema da acessibilidade e a segunda uma breve descrição do mesmo. Na introdução, o utilizador poderá ver uma espécie de “filme” introdutório ao conceito. Esta será, pois, uma narrativa linear sem grande necessidade de interacção por parte do utilizador, que apenas poderá “saltar” a introdução caso deseje. Na segunda secção do sistema, serão apresentados conceitos e definições referentes ao tema de uma forma sucinta, visto o objectivo final não ser o de explicar em pormenor todos aspectos relacionados com a acessibilidade, mas sim o de tentar incutir nas crianças a informação principal e básica sobre o assunto para que estas entendam a importância do mesmo nos dias de hoje.

Relativamente à infografia de divulgação do sistema, achou-se por bem não utilizar o mesmo nome que o sistema em si. Assim, a infografia será denominada de “Acessibilidade precisa-se!” para que o público-alvo (que definirei mais à frente) entenda a importância do sistema e do tema em questão. O público-alvo da infografia não será, portanto, o mesmo do projecto em apresentação, visto a aquisição deste tipo de conteúdos (sistemas educativos) não estar relacionada, na maioria das vezes, com a própria criança, mas sim pelos responsáveis pela sua educação. Assim sendo, a infografia será dirigida aos pais, professores e aos próprios estabelecimentos de ensino. Para além disso, é importante referir que, tendo em conta uma possível publicação da infografia no JPN, achou-se por bem atingir este público-alvo, que, possivelmente, poderá ter mais interesse em consultar um portal do género.

A infografia em questão tem, pois, como objectivos principais: divulgar o sistema, os seus conteúdos e objectivos; divulgar o tema da acessibilidade e a importância de incluir valores relacionados com o mesmo não só nas crianças mas nos pais e educadores e, finalmente, explicitar o funcionamento do sistema, a forma como este está estruturado e as fases de desenvolvimento do projecto que não são passíveis de ser demonstradas no sistema em si (isto é, testes de utilizadores, inquéritos e todas as formas de relacionamento com o público-alvo aquando do desenvolvimento do mesmo).

Para cumprir os objectivo acima mencionados, a infografia estará estruturada em três secções:

1 – Apresentação do sistema (seus objectivos, o tema em questão, público-alvo e disciplina de Formação Cívica);

2 – Apresentação dos resultados dos inquéritos e testes de utilizador desenvolvidos durante o projecto;

3- Simulação do funcionamento do sistema.

Na primeira secção, para além de ser feita uma apresentação do projecto e dos seus objectivos, pretende-se dar a conhecer aos pais e educadores o tema da acessibilidade e alguns dos aspectos com ele relacionados. Serão, pois, focados todos os aspectos presentes no sistema em si e mais alguns que possam ser relevantes para o público-alvo da infografia.É, pois, importante, que este fique elucidados sobre o conceito para que mais facilmente perceba a importância do sistema para os seus filhos\educandos. Por outro lado, focar a importância das novas tecnologias na educação das crianças e caracterizar a relação dos mesmos com o computador e com conteúdos interactivos educativos é importante para que os pais e professores percebam a relevância de adquirir o sistema.

Neste sentido, na primeira secção, para além de serem apresentados os objectivos do sistema e a sua possível implementação na educação do público-alvo (crianças dos 10 aos 12 anos), serão focados os conceitos e definições relacionados com a acessibilidade; uma breve descrição dos objectivos mais pertinentes para o projecto em questão da disciplina de Formação Cívica e a apresentação das características mais relevantes em relação às crianças no âmbito escolar e na sua relação com o computador.

Assim sendo, em relação ao conceito de acessibilidade, serão focados os seguintes aspectos:

– Definição do termo;

– Conceitos básicos tais como “cidadãos com necessidades especiais”, “incapacidade”, “deficiência” e “ajudas técnicas”;

– A pessoa com deficiência e o computador;

– A acessibilidade na Internet (Consórcio World Wide Web e Web Accessibility Initiative).

Os objectivos da disciplina de Formação Cívica que poderão ser relevantes para focar na infografia são, portanto, os seguintes:

– Educar a criança para a cidadania;

– Desenvolver experiências de aprendizagem diversificadas;

– Desenvolver a consciência cívica dos alunos;

– Formar cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes;

– Fomentar a participação individual e colectiva dos alunos na vida da turma, da escola e da comunidade;

– Promover valores de tolerância e solidariedade;

– Reflectir sobre direitos e deveres dentro e fora da escola;

– Reflectir sobre a discriminação e o respeito pelas diferenças.

Por outro lado, em relação à criança, a sua vida escolar e a sua relação com o computador, os aspectos mais relevantes a focar na infografia são os seguintes:

– A criança nas aulas tem períodos de atenção curtos e intermitentes, dai que goste mais de falar, contemplar, ler e escutar do que de trabalhar;

– Estas idades são óptimas para o uso de material gráfico e meios audiovisuais, que se constituem como meios eficazes para a sua educação e formação;

– Entre os 6 e 12 anos as crianças apresentam uma intensa motivação para o conhecimento e manuseio do computador;

– Há uma crescente necessidade de conjugar o “moderno fazer da escola” com a tendência própria da infância para descobrir o mundo ludicamente e aprender o que é preciso fazendo o que se gosta de fazer;

– Nestas idades o computador sofre um deslocamento de sentido: do plano do lúdico passa para a significação de um recurso de aprendizagem com as experiências educativas formais que começam a surgir;

– A criança desta idade está, pois, apta a relacionar-se com ambientes virtuais de aprendizagem, em especial com o computador.

É importante referir, também, que na infografia não será necessário ter um cuidado tão reforçado com a linguagem utilizada para transmitir os conteúdos, visto o público-alvo não serem crianças, mas sim adultos. No entanto, parte-se do princípio de que esta possa ser consultada por indivíduos sem conhecimento da maioria dos aspectos focados, sendo que os conteúdos serão divulgados da forma mais clara e simples possível para que possam ser apreendidos mais facilmente.

Pretende-se que a infografia mantenha uma certa consistência em termos visuais com o projecto em si. Assim sendo, continuaram a ser utilizadas as mesmas metáforas relativas à escola e que remetam para o carácter educativo do sistema. Será, pois, utilizada a imagem do quadro e do giz, assim como o caderno e o lápis, caso se considere necessário e relevante. No entanto, é relevante focar o facto de ainda ter muitas dúvidas quando ao design da infografia e a forma como estes elementos podem ser conjugados e estruturados tendo em conta os conteúdos e o sistema em questão. Penso, pois, ser necessário definir estes aspectos rapidamente, embora precise de alguma orientação para conseguir fazê-lo de forma clara. Por enquanto, é necessário realçar o facto de a infografia ter uma consistência com o design do sistema por ela apresentado.

A imagem apresentada de seguida está a ser utilizada como background do sistema em si, sendo que será, também, utilizada para a realização da infografia, possivelmente também como background da mesma:

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Assim sendo, para alem de apresentar o projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, a infografia servirá para explicar e apresentar aos pais e educadores das crianças o tema da acessibilidade e a sua importância nos dias de hoje. Não será, pois, apenas uma apresentação do projecto, seus objectivos e funcionamento, mas um conteúdo que poderá ser consultado por qualquer indivíduo que queira adquirir mais conhecimentos sobre o tema em questão (acessibilidade). É, também, de realçar a preocupação em divulgar o sistema em si e, através do conteúdo da infografia, a sua importância para a educação das crianças, assim como de manter uma consistência entre o design do sistema e o da infografia, usando os mesmos elementos e o mesmo conceito, ou seja, a escola, a sua função educativa e os elementos que a caracterizam e que são utilizados pelos alunos (quadro, giz, cadernos e lápis).

NOTA: Para mais esclarecimentos sobre o projecto final da disciplina de Ergonomia das Aplicações Multimédia deverão ser consultados todos os artigos publicados referentes ao projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, dos quais se destacam o “Contextualização” (publicado a 5 de Outubro), visto, como o próprio nome indica, contextualizar o projecto, os seus objectivos, o seu público-alvo e a sua integração na disciplina de Formação Cívica, e os referentes ao Modelo Conceptual.

Complementando a avaliação manual do site das Finanças…

Leitor de ecrã Jaws e navegador Opera

Para complementar a avaliação manual publicada no artigo anterior recorreu-se ao browser Opera e ao leitor de ecrã Jaws.

O Jaws é um software ao serviço de pessoas invisuais. O Opera, por sua vez, é um navegador bastante útil para efectuar testes à acessibilidade na Web, pois é bastante fácil obter rapidamente aquilo que é designado nas Directrizes de Acessibilidade Web. Visualizar uma página sem imagens, sem frames, sem formatação por tabelas ou sem folhas de estilo está ao alcance de um pressionar de tecla. Em termos de testes de acessibilidade à Web são bem mais visíveis e notórios os problemas de uma página web com o Jaws e o Opera, dai que se tenham utilizado estes dois sistemas nesta análise manual.

A presente análise veio comprovar alguns pontos que se havia constatado no artigo anterior. Assim, o Jaws não conseguiu ler o menu lateral esquerdo devido à linguagem Javascript. Embora ao visualizar-se a página sem imagens os itens associados às mesmas sejam apresentados antes dos itens principais, o Jaws não os consegue ler. Para além disso, o uso de linguagem Javascript fez com estes apareçam como imagens que não são passíveis de ser lidas pelo sistema.

No menu lateral direito, o Jaws não consegue ler o titulo do menu, ou seja “Notícias”, mas lê os itens e respectivos links para download de ficheiros.

É importante referir, também, dois aspectos relevantes: o Jaws não consegue ler a maioria das imagens associadas a links e dos downloads associados a linguagem Javascript; ao avançar nos campos dos formulários com a tecla TAB não é indicada a função respectiva de cada campo, pelo que o utilizador invisual não consegue perceber as tarefas a realizar nos mesmos. Esta última questão implica, também, o campo da pesquisa.

Assim, após as análise automáticas e manuais publicadas no artigo anterior e no presente artigo, pode-se concluir que o site das Finanças não se encontra acessível, tendo em conta as Directrizes para acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0  e o Manual de Boas Práticas da AP – Administração Pública. É, pois, necessário ter em conta os aspectos apresentados nestas análises e outros que não tenham sido apurados para melhorar a acessibilidade do site em estudo, visto este ter como objectivo servir uma grande maioria dos cidadãos portugueses, onde se incluem, com certeza, indivíduos com necessidades especiais.

Avaliação à acessibilidade de um site da Admnistração Pública

Site das Finanças

“O poder da Web está na sua universalidade. O acesso por todos não olhando à incapacidade é um aspecto essencial” – Tim Berners-Lee, director do Consórcio World Wide Web (W3C)

 Introdução

O Consórcio World Wide Web (W3C) foi criado por Tim Berners-Lee para liderar a Web e retirar dela todo o seu potencial através do desenvolvimento de protocolos comuns que promovam a sua evolução e assegurem a sua interoperabilidade. Em Outubro de 1997, o W3C lança a WAI (Web Accessibility Initiative), tendo como objectivo promover a acessibilidade da Web para pessoas com deficiência.

A WAI persegue a acessibilidade à Web através de cinco áreas principais de trabalho:

– dirigindo-se aos temas de acessibilidade das tecnologias usadas na Web;

– criando directrizes para navegadores, ferramentas de autor e criação de conteúdos;

– desenvolvendo ferramentas de avaliação e validação para a acessibilidade;

– conduzindo acções de educação e disseminação;

– empreendendo investigação e desenvolvimento.

Surgiu, assim, um documento intitulado de “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0”, que tem como objectivo ser uma referência para princípios de acessibilidade e ideias de concepção. Neste sentido, as suas directrizes explicam como tornar o conteúdo web acessível a pessoas com deficiências. Para além de promover a acessibilidade, a sua observação faz também com que o conteúdo da Web se torne de mais fácil acesso para todos os utilizadores, independentemente do respectivo agente do utilizador e das limitações associadas à respectiva utilização. No fundo, o propósito do W3C ao emitir este documento foi o de chamar a atenção para o especificado e promover a sua adopção generalizada, tendo em vista potenciar a funcionalidade e a universalidade da Web.

O documento contém catorze directrizes sobre concepção da acessibilidade. Cada directriz inclui uma lista de definições de pontos de verificação (no total 65) e o nível de prioridade que lhes estão associados. Os níveis de prioridade foram atribuídos com base no respectivo impacto em termos de acessibilidade:

– Prioridade 1: Pontos que os criadores de conteúdo na Web têm absolutamente que satisfazer. Se não o fizerem um ou mais grupos de utilizadores ficam impossibilitados de aceder à informação contida no documento.

– Prioridade 2: Pontos que os criadores de conteúdos na Web devem satisfazer. Se não o fizerem um ou mais grupos de utilizadores terão dificuldades em aceder a informação contida no documento.

– Prioridade 3: Pontos que os criadores de conteúdos na Web podem satisfazer. Se não o fizerem um ou mais grupos de utilizadores poderão deparar-se com algumas dificuldades em aceder a informações contidas no documento.

Em 1999, após a aprovação da primeira petição online pela Acessibilidade da Internet Portuguesa, surge o “Manual de Boas Práticas para os sítios Web da AP – Administração Pública”. Em 2002, por sua vez, surge o programa ACESSO da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC), que tem como objectivo actuar no âmbito da inclusão dos Cidadãos com Necessidades Especiais portugueses na Sociedade da Informação. Neste sentido, ficam reunidas as condições para que em consonância com o “Manual de Boas Práticas da AP” e com as “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0”, a Administração Pública, pelo menos, cumpra os requisitos necessários para tornar os seus sítios web acessíveis a todos os portugueses.

Este artigo surge, assim, de uma tentativa de comprovar se, de facto, têm sido cumpridos todos os princípios para a acessibilidade nos sites da Administração Pública, neste caso no site das Finanças.

Foi, por isso, feita, em primeiro lugar, uma avaliação automática com recurso ao Hera (ferramenta que revê automaticamente a acessibilidade nas páginas web de acordo com as recomendações das “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0”). De seguida, tendo em conta os resultados que o Hera não conseguiu verificar e os pontos do “Manual de Boas Práticas da AP” com referências relacionadas com a acessibilidade, foi feita uma avaliação manual que completa a avaliação apresentada neste artigo.

Avaliação automática e manual

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Como já foi referido, primeiramente foi feita uma análise automática do site das Finanças com o Hera. Este analisa o site indicado tendo em conta os 65 pontos de verificação das catorze directrizes do documento já referido neste artigo. Neste sentido, os resultados obtidos na análise automática foram os seguintes:

Prioridade

Pontos a verificar (manualmente)

Pontos correctos

Pontos com erros

Pontos não aplicáveis

Prioridade 1

8

3

6

Prioridade 2

16

2

9

2

Prioridade 3

13

1

3

2

Podemos, através da observação da tabela, perceber que o Hera apenas encontrou 3 pontos correctos na sua avaliação, sendo que não encontrou nenhum da prioridade 1. Para além disso, a grande maioria dos pontos tiveram que ser analisados manualmente, o que irá ser retratado mais à frente. Sendo o site das Finanças da Administração Pública, é muito negativo o facto de numa avaliação automática apenas terem sido encontrados, à partida, 3 pontos correctos dos 65 presentes no documento de directrizes do W3C.

Os pontos correctos encontrados foram, assim, os seguintes:

– Ponto 3.5 (Directriz 3): “Há, pelo menos, um cabeçalho principal e não se verificou alteração na ordem de importância dos cabeçalhos”. (Prioridade 2)

– Ponto 5.4 (Directriz 5): “Há 66 tabelas que não usam células de cabeçalho (<th>)”. (Prioridade 2)

– Ponto 10.5 (Directriz 10): “Todos os links adjacentes contém caracteres imprimidos não enlaçados”. (Prioridade 3)

Embora cumpra com estes requisitos e isso seja, como é óbvio, positivo, é importante realçar que foram encontrados 15 pontos com erros. São eles:

– Ponto 1.1 (Directriz 1): Há 45 imagens sem textos alternativos. (Prioridade 1)

– Ponto 3.2 (Directriz 3): Não contém uma declaração do tipo de documento e o código das folhas de estilo contém erros (prioridade 2)

– Ponto 3.3 (Directriz 3): Utilizam-se 6 elementos e 155 atributos HTML para controlar a apresentação. (Prioridade 2)

– Ponto 3.4 (Directriz 3): Utilizam-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas e unidades absolutas ou tamanhos de fonte definidos em px (pixels) nos valores das folhas de estilo. (Prioridade 2)

– Ponto 4.3 (Directriz 4): Não se indica o idioma principal do documento. (Prioridade 3)

– Ponto 6.3 (Directriz 6): Há 33 links que se activam mediante scripts. (Prioridade 1)

– Ponto 8.1 (Directriz 8): Existem eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes. (Prioridade 1)

– Ponto 9.5 (Directriz 9): Não se proporcionam atalhos do teclado. (Prioridade 3)

– Ponto 10.2 (Directriz 10): Há 3 controlos de formulário que devem levar etiquetas mas não há nenhum elemento “label”. (Prioridade 2)

– Ponto 10.4 (Directriz 10): Há 1 controlo vazio que não inclui caracteres por defeito. (Prioridade 3)

– Ponto 11.1 (Directriz 11): Falta a declaração do tipo de documento. (Prioridade 2)

– Ponto 11.2 (Directriz 11): Há 4 elementos e 165 atributos obsoletos em HTML 4.01. (Prioridade 2)

– Ponto 12.4 (Directriz 12): Não há etiquetas para os controlos. (Prioridade 2)

Podemos, após a apresentação dos resultados, observar que existem alguns erros graves que facilmente seriam evitados. É o caso do uso de elementos e atributos HTML em vez de CSS para a apresentação do documento. Isto vai contra um dos princípios que o W3C tem tentado internacionalizar: a separação da estrutura (em HTML) da apresentação (em CSS). Para além disso, o uso de scripts (principalmente no menu lateral esquerdo do site) dificulta o aceso a utilizadores que não utilizam esta linguagem para aceder a páginas web. Por fim, é de salientar o facto de não ser declarado o tipo de documento e de conter erros em termos do HTML como do CSS, o que vai contra os princípios da uniformização do W3C e mostra o facto de não ter havido um cuidado em desenvolver o site em conformidade com as tecnologia do consórcio. Embora os outros erros apresentados sejam, também, relevantes para a análise, achou-se necessário focar os que mais se destacam tendo em conta os princípios do W3C para a acessibilidade.

Como pode ser visto na tabela apresentada, o Hera não conseguiu verificar 36 pontos dos 65 pontos de verificação. Neste sentido, foram verificados manualmente a maioria desses pontos, nomeadamente os correspondentes à prioridade 1 e 2. Os resultados vão ser, de seguida, apresentados sucintamente, sendo interrelacionados com alguns princípios do “Manuel de Boas Práticas da AP” que se achou pertinente analisar no site em estudo. 

Na avaliação manual, foi possível constatar os erros encontrados na avaliação automática do Hera. Assim, como já tinha sido referido anteriormente, utilizam-se imagens associadas à linguagem Javascript para transmitir a informação no menu lateral esquerdo. Para além disso, a apresentação do site é controlada, maioritariamente, por linguagem HTML em vez de CSS, sendo que os diferentes grupos de informação são estruturados através de tabelas. Outros pontos negativos e que não cumprem os requisitos de acessibilidade do W3C são os seguintes:

– Não se proporciona um link para uma página alternativa acessível caso a página não seja acessível;

– No menu “Notícias”, os três primeiros itens não identificam claramente os links para aceder aos ficheiros;

– São provocados movimentos na página através de scripts, nomeadamente no menu lateral esquerdo;

– Quando são abertas novas janelas o utilizador não é informado.

Porém, não foram encontrados apenas aspectos negativos durante a avaliação. Por isso, é de salientar o facto de o documento poder ser lido quando é interpretado sem CSS; as tabelas continuam a fazer sentido depois de linearizadas; o destino de cada ligação é claramente identificado através de breves contextualizações e é fornecida uma secção de Mapa do Site, Contactos e Ajuda.

Relativamente aos requisitos do “Manual de Boas Práticas da AP”, todos os conteúdos obrigatórios são afixados, à excepção da indicação/descrição do organismo, sendo que é apenas dado um link em “Instituições” para a página web da DGI (Direcção Geral de Impostos), e das FAQ. Porém, na secção “Ajuda” o utilizador pode encontrar todas as duvidas mais frequentes.

Na página principal é fornecida uma secção de “Links úteis” com uma ligação para a homepage do governo e outros sites relevantes. Em todas as páginas adjacentes, é possível voltar à página inicial através do item “Inicio” e com o clique no logótipo “Declarações Electrónicas”. É, também, possível voltar à página em que se esteve anteriormente sem recorrer à barra do browser, sendo disponibilizado o botão “Anterior” e “Seguinte”. Porém, nestas páginas, assim como na principal, não é disponibilizado uma secção de “Sugestões”.

Em relação à apresentação de informação, não é disponibilizado um resumo dos ficheiros PDF em HTML nem é indicado o tamanho de ficheiros para download até o utilizador clicar no próprio link para descarregar o ficheiro.  Por outro lado, é positivo o facto de utilizarem imagens de tamanho inferior a 30Kb, assim como a utilização de fontes “Sans Serif” e do contraste da cor do texto e da cor do fundo ser aceitável.

Na página inicial são disponibilizados links para fornecedor do software no caso do “Internet Explorer 6”, “Netscape 7” e “Opera 7” (navegadores para que a página está optimizada). No entanto, não são disponibilizados outros softwares que sejam necessários, como é o caso do Adobe Reader para possibilitar a leitura dos ficheiros PDF.

Para além dos pontos já focados, é importante o facto de realçar uma possível navegação num ecrã de resolução gráfica 640×480. Por outro lado, é apresentado um único site, o que é muito importante, pois não são feitas distinções entre os cidadãos com necessidades especiais e os cidadãos sem necessidades especiais.

Por fim, é muito importante focar o facto de o site não ter afixado o símbolo de acessibilidade à web. Após todas as iniciativas que têm sido tomadas em Portugal para tornar acessíveis os conteúdos web a todos os cidadãos e sendo este um site da Administração Pública, considero este erro muito grave.

Conclusão

Após a avaliação ao site das Finanças, posso concluir que, embora sejam cumpridos alguns requisitos do documento “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0” do W3C e do “Manual de Boas Práticas da AP – Administração Pública”, a maioria das recomendações não foram tidas em conta. Tendo em conta a Resolução do Conselho de Ministros nº155/2007, as formas de organização e apresentação dos sítios de Internet do Governo e dos serviços e organismos públicos da administração central devem ser escolhidos de forma a permitirem ou facilitarem o seu acesso pelos cidadãos com necessidades especiais, devendo respeitar o nível de conformidade “A” das directrizes sobre a acessibilidade do conteúdo da web desenvolvidas pelo W3C. Assim, é necessário rever o site das Finanças e estruturá-lo de forma a corrigir e melhorar os pontos incorrectos ou mesmo correctos em relação à acessibilidade. Para além disso, é necessário ter em atenção os pontos que não são cumpridos. As soluções passam, portanto, pelos resultados da avaliação aqui apresentada.

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“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Rectificação de alguns aspectos do Modelo Conceptual

Após a última aula, surgiram novas questões relativas ao desenvolvimento do sistema, sendo, por isso, necessário rectificar alguns parâmetros focados no artigo anterior.

Neste sentido, continuará a recorrer-se à metáfora do quadro e do giz (identificação com a realidade física da escola). Em todos os frames será dada a noção de que todos os conteúdos surgem no quadro embora a tipografia e os grafismos sejam trabalhados posteriormente e não através de fotos, como tinha sido dito anteriormente. O objectivo é, pois, o de conjugar a foto com a sobreposição de elementos produzidos virtualmente (texto e imagem). Estas rectificações foram feitas pois, após a experiência com fotos demonstrada no Protótipo Medium-Fi, chegou-se à conclusão de que vários factores contribuíam para que não se tivesse chegado ao efeito produzido. Pensou-se, pois, que sobrepor elementos produzidos virtualmente nas fotos faria com que se chegasse a um resultado mais interessante que o demonstrado no protótipo disponibilizado para download no artigo anterior.

Na primeira secção do cd-rom, o giz animado no canto inferior direito que serviria para o utilizador “saltar” a informação, será substituído pelo ícone “Saltar Intro”, sendo que este terá a mesma tipografia utilizada nos restantes conteúdos textuais do sistema.

Na segunda secção, as rectificações são exactamente as mesmas, sendo que apenas o quadro em si será constituído por uma foto e o resto dos conteúdos serão trabalhados posteriormente. É, então, necessário encontrar para todo o sistema um tipo de letra que se assemelhe ao aspecto da escrita num quadro com giz.

Na janela de conteúdos da secção explicativa, aparecerá no primeiro frame logo o conteúdo do primeiro item, neste caso “O que é a acessibilidade?”. Assim, o item aparecerá sublinhado com a respectiva cor, como tinha sido dito no artigo anterior. Porém, o fundo da janela será branco, embora seja alterado o contorno da mesma consoante o item escolhido e a sua respectiva cor.