“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!” – Apresentação final

Este artigo tem como objectivo publicar a apresentação final em formato .ppt, que inclui praticamente todas as fases que foram percorridas no projecto desde o início do semestre. O último artigo continha já a maioria das fases percorridas até à data. No entanto, achou-se por bem publicar esta última apresentação (do dia 17 de Dezembro), pois algumas modificações já foram feitas, para além de terem sido feitos testes com utilizadores no Colégio Luso-Francês do Porto. Não são apresentadas as tabelas dos testes, mas as conclusões retiradas dos mesmos, embora sejam muito breves.

Download aqui: apresentacao3.ppt

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!” – Ponto da situação

Visto estar próxima a segunda avaliação intercalar ao projecto da disciplina de Ergonomia das Aplicações Multimédia, senti a necessidade de publicar um artigo fazendo o ponto da situação do mesmo. Assim, neste artigo irão ser expostos alguns dos tópicos que vão ser focados na próxima apresentação de segunda-feira, dia 19 de Novembro.

Em primeiro lugar algumas rectificações ao modelo conceptual e suas actualizações já apresentadas. Assim, o design do sistema será constituído por uma sobreposição de formas básicas (do género do tão conhecido “corta e cola”) num background composto por uma imagem real de um quadro. Na segunda secção, será dada ao utilizador a opção de voltar à introdução, caso deseje. Isto será feito tal como na primeira secção por um “botão” no canto inferior direito – “Voltar Intro”. O tipo de letra encontrado para o título do sistema, para os botões “Saltar Intro” e “Voltar Intro” e para as frases da introdução do sistema foi a Kristen ITC, escolhida pelo seu aspecto atraente, divertido e ao mesmo tempo legível.

Na segunda secção do sistema, será utilizada outra metáfora referente ao ambiente escolar, ou seja, os separadores utilizados nas capas ou nos cadernos dos alunos para dividir a matéria por disciplinas. O primeiro conteúdo, referente ao conceito de acessibilidade, aparecerá automaticamente “descarregado” quando o utilizador aceder á segunda secção do cd-rom. Para além disso, cada item do menu , assim como o separador que lhe estiver associado, terá uma cor que o caracterizará. As cores escolhidas foram o cor-de-rosa, o verde, o cor-de-laranja e o azul clarinho. A escolha das cores foi feita tendo em conta o sexo feminino e o sexo masculino dos utilizadores, dai que tenham sido usadas cores divertidas, mas associadas aos dois sexos. Quando o cursor estiver por cima dos itens estes aumentarão um pouco. Após o clique estes manter-se-ão um pouco maiores que os outros, passando para o seu tamanho normal quando for escolhido outro item. A cor do contorno da janela também mudará consoante o item escolhido e o separador que lhe estiver associado. Estas questões estão relacionadas com o feedback do sistema e com a importância de situar o utilizador no mesmo. Será dada a opção de aceder a um determinado conteúdo tanto a partir do clique no separador ou no item em si. Para dar realce ao título do sistema, alterou-se o tipo de letra utilizado nos itens do menu assim como no conteúdo dos mesmos. Assim, o tipo de letra utilizado será o Verdana.

Todos os “botões” do sistema irão ter som (tradução áudio da função de cada “botão”) para acentuar o feedback do sistema, principalmente em relação a crianças que tenham necessidades especiais. Este aspecto será uma forma de dar o exemplo de algo muito simples que se pode fazer para tornar os sistemas mais acessíveis a pessoas com necessidades especiais e não só. Para além disso, todo o texto terá som, sendo que ao passar-se com o cursor por cima este será activado, à excepção do texto referente aos conteúdos da segunda secção que poderá ser ouvido automaticamente. No entanto, será dada ao utilizador a opção de tirar o som, através de um “botão” no canto inferior esquerdo. Ao clicar neste “botão”, apenas o som referente ao texto dos conteúdos deixará de ser emitido, visto os restantes sons só serem activados ao passar-se com o cursor por cima.

Após alguns contactos com o Colégio Luso-Francês do Porto, este aceitou a proposta de colaborar no projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”. Numa primeira fase, foi realizado um inquérito nas aulas de Formação Cívica a uma turma do 5º ano e outra do 6º, com o objectivo de apurar a relação e os hábitos das crianças com o computador, a Internet e o termo “acessibilidade”. Para além disso, era importante fazer uma primeira aproximação ao público-alvo, apurando as suas necessidades, conhecimentos e limitações. Os resultados do inquérito, como pode ser visto mais à frente neste artigo, serviram para aperfeiçoar e acrescentar alguns aspectos no projecto, assim como confirmar a relevância de desenvolver um sistema deste carácter. No inquérito foram utilizadas perguntas fechadas e abertas para mais facilmente apurar o que se pretendia.

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No total, responderam ao inquérito cinquenta e quatro crianças, sendo que vinte e oito frequentam o 5º ano e vinte e seis o 6ºano. A maioria dos inquiridos tem 11 anos de idade (44%). Responderam, também, vinte crianças de dez anos e dez crianças de nove. Vinte e oito dos inquiridos são do sexo feminino, sendo que vinte e seis são do sexo masculino. Neste artigo não serão apresentados os gráficos da análise quantitativa dos inquéritos devido à dificuldade de os colocar no mesmo. No entanto, poderá ser feito o download da segunda apresentação intercalar que irá conter os gráficos.

A maioria das crianças inquiridas utiliza frequentemente o computador (81%). Apenas nove não utilizam com frequência o computador, sendo que uma criança não respondeu à questão.

 

Neste ponto, é necessário realçar o facto de as crianças não terem respeitado as indicações do inquérito, tendo respondido a questões que não deveriam responder caso escolhessem “não” em determinadas questões. Assim, alguns resultados podem não estar coerentes com o número de inquiridos que deveriam ter respondido a determinadas questões.

 

Assim sendo, 75% das crianças utiliza o computador em casa, sendo que quatro crianças (7%) utilizam na escola e 18% em outros locais. Das dez crianças que responderam “Outros locais” à questão 1.2, quatro (a maioria) utiliza o computador em casa de familiares e amigos. As outras crianças focaram locais como centro de estudos, café, local de trabalho dos pais, biblioteca e instituto inglês.

 

Quando questionados sobre as actividades que mais realizam no computador, as três opções mais escolhidas foram “Pesquisar na Internet” e “Realizar trabalhos para a escola” (ambos com 26%) e “Jogar” (com 22%). Nesta questão, as crianças poderiam escolher mais que uma opção, tendo sido obtidas 163 respostas nos cinquenta e quatro inquéritos. Neste sentido, a opção menos escolhida foi a “Ouvir música” com 9%. Três inquiridos escolheram a opção “Outras actividades”, sendo que as actividades mencionadas foram ver imagens e filmes e realizar trabalhos não escolares.

 

À questão 1.4, “Costumas consultar CD-ROMs educativos?”, 19% dos inquiridos não responderam, sendo que esta questão era para todos os inquiridos, tivessem respondido “Sim” ou “Não” na primeira questão do inquérito, “Utilizas com frequência o computador?”. Na questão 1.4, 44% dos inquiridos responderam que sim e 37% responderam que não.

 

A grande maioria dos inquiridos (89%) utiliza a Internet. Apenas duas crianças não utilizam a Internet e quatro não responderam à questão. Os sites mais consultados pelos inquiridos são, portanto, sites de pesquisa como o Google e a Wikipedia com 44% e sites de jogos como o Miniclip com 23%.

 

Uma das perguntas mais pertinentes do questionário era a 1.7, “Que actividades preferes fazer durante as aulas?”. Embora o objectivo fosse responder a apenas uma das actividades, várias crianças escolheram mais do que uma actividade, tendo sido obtidas 102 respostas. Neste sentido, a maioria das crianças prefere fazer trabalhos durante as aulas (31%). Para além disso, 29% dos inquiridos preferem jogar jogos educativos. Por outro lado, apenas 7% escolheram a opção “Consultar um CD-ROM educativo” e 12% a opção “Consultar um site educativo”. Duas crianças responderam que preferiam outras actividades que não as mencionadas na questão, sendo que gostariam de jogar jogos não educativos e realizar pesquisa sobre os temas focados na aula.

 

Relativamente às questões relacionadas com a acessibilidade, 68% dos inquiridos disseram não conhecer o termo “acessibilidade”. Três crianças não responderam à questão 2.1, sendo que apenas 14 inquiridos conhecem o termo. A maioria das crianças que dizem conhecer o termo, ouviram falar dele em casa, sendo que apenas cinco admitem ter tido conhecimento do mesmo na escola.

 

Quando questionados sobre o que consideram ser acessibilidade, a maior parte dos inquiridos (69%) não respondeu. Das respostas obtidas, algumas focam ideias próximas do conceito, embora não muito aprofundades. Admite-se que as respostas que se aproximam do conceito podem ter sido deduzidas da palavra “acessibilidade” em si. Assim, surgem definições como: “Disponibilidade, ou seja, ser disponível”; “Ter acesso a alguma coisa, tal como ao computador e à Internet”; “Um sitio que esteja acessível”; “Facilidade que temos de fazer uma actividade ou o acesso que temos de fazer alguma coisa ou de irmos para algum sítio” e “Ter acesso a tudo o que queremos”. É interessante notar que uma das respostas associa o termo ao acesso que se tem ao computador e à Internet, uma das questões que se pretende focar no sistema “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”. No entanto, surgem, também, respostas muito diferentes do conceito do termo, tais como: “Poder falar com outras pessoas na Internet e pesquisar”; “O que se passa no mundo inteiro”; “Navegar pelo mundo adquirindo novos conhecimentos pela Internet”; “Ser acessível a vários tipos de coisas” e “Aderir à Internet”. Surge neste conjunto de respostas uma que se destaca, a penúltima. No entanto, ao interpretar a resposta chegamos à conclusão de que a criança se refere a si mesma quando diz “ser acessível” e não ao mundo em geral. Assim, achou-se por bem incluir esta resposta no grupo de respostas afastadas do conceito de “acessibilidade”.

 

A grande maioria dos inquiridos (87%) gostaria de conhecer mais sobre o tema, sendo que apenas sete crianças responderam que não. A esta questão responderam os cinquenta e quatro inquiridos. Caso a resposta a esta última pergunta fosse afirmativa, pedia-se que mencionassem o porquê da sua escolha. Uma das crianças que respondeu afirmativamente à questão 2.4 não respondeu à questão “Porquê?”. A maioria dos inquiridos gostaria de saber mais sobre a acessibilidade para ter acesso ao significado de uma nova palavra e de um novo conceito. Assim, surgem respostas como: “”Porque é uma palavra que se utiliza com frequência”, “Porque gosto de conhecer várias coisas”, “Para aprofundar os meus conhecimentos”, “Porque é bom saber um pouco de tudo” e “Porque quando falam de alguma coisa que desconheço tento informar-me sobre o assunto”. Várias crianças disseram querer saber mais sobre o tema por lhes parecer um tema engraçado, divertido, interessante e educativo. Para além disso, foram obtidas outras respostas, tais como: “Gostava de me tornar mais acessível”, “Gosto que me perguntem sobre computadores e gosto de estar neles”, “Gosto de saber mais sobre a Internet e adquirir mais sites” e “Porque acho que a acessibilidade é Internet”. Mais uma vez podemos observar que há uma confusão entre o termo “acessibilidade” e a Internet e o computador. Embora estejam relacionados, podemos ver, principalmente através da última resposta apresentada, que as crianças identificam acessibilidade como sendo a Internet ou o computador.

 

Conclusões da análise quantitativa e o que esta alterou no modelo conceptual do sistema:

 

Em primeiro lugar, visto não ter respondido ao inquérito nenhuma criança de 12 anos e algumas crianças de 9, a faixa etária do público-alvo irá ser alterada, passando, assim, a ser crianças dos 9 aos 11 anos que frequentem o segundo ciclo do ensino básico e a disciplina de Formação Cívica.

 

É, também, necessário focar que a maioria das crianças utilizam o computador em casa, sendo que apenas 7% o utilizam na escola. Isto significa, na minha opinião, que existe necessidade de inserir o computador na vida escolar e mais concretamente na sala de aula. Neste sentido, a inserção do sistema na disciplina de Formação Cívica pode contribuir para que as crianças mantenham um contacto com o computador durante as aulas relacionadas com a acessibilidade.

 

O computador é utilizado pela maioria das crianças que o usam para pesquisar na Internet, realizar trabalhos para a escola e jogar. As duas primeiras actividades estão associadas ao cd-rom, mesmo que indirectamente. Assim, o sistema pode ser uma forma de pesquisar sobre o tema para obter mais informação, assim como pode incentivar e ser a base da realização de um trabalho, seja de grupo ou individual. Para além disso, visto a pesquisa na Internet ter sido uma das opções mais escolhidas, podemos deduzir o interesse das crianças por temas novos e por aprofundar os conhecimentos, o que pode facilitar a boa aceitação do sistema. Em relação à preferência dos inquiridos por utilizar o computador para jogar, esta foi, sem dúvida, uma das conclusões mais surpreendentes do inquérito. Assim, parece-me pertinente incluir no sistema uma secção com dois pequenos jogos, onde se possa explorar uma vertente mais lúdica e onde possam ser consolidados os novos conhecimentos. Neste sentido, será dada ao utilizador a opção de fazer dois pequenos puzzles com os símbolos de acessibilidade e de responder a um pequeno quiz com perguntas sobre os temas abordados na secção explicativa do cd-rom.

 

Por outro lado, a maioria dos inquiridos consulta cd-roms educativos, embora a diferença percentual entre as duas opções seja muito reduzida. A grande maioria das crianças utiliza regularmente a Internet, consultando sites de pesquisa e sites de jogos. Para além disso, a maior parte dos inquiridos preferem realizar trabalhos durante as aulas e jogar jogos educativos. Estes resultados serviram, também, para sustentar as alterações no modelo conceptual acima mencionadas. É importante referir que mais crianças preferem consultar um site educativo do que um cd-rom educativo. No entanto, optou-se por continuar a produzir um sistema offline (cd-rom educativo), visto a diferença do número de respostas entre as duas opções ser muito reduzida. Assim, como já foi referido, irá apostar-se na inserção de uma secção de pequenos jogos, pois esta parece ser o aspecto mais pertinente e mais vincado nos resultados da análise dos inquéritos.

 

Vários resultados do inquérito vieram comprovar a necessidade de realizar um projecto do género e de integrá-lo nas escolas através da disciplina de Formação Cívica. Assim, a maioria das crianças não conhece o termo e as que conhecem falaram sobre ele em casa e não na escola. Para além disso, embora algumas crianças saibam definir “acessibilidade” de uma forma aproximada ao conceito real, outras não têm a mínima noção do que significa a palavra, embora a associem a Internet e a Computador. Por fim, podemos ver que, provavelmente por o inquérito ter começado com questões sobre os hábitos dos inquiridos em relação ao computador e à Internet, as crianças pensam que a acessibilidade é um componente dos mesmos. Embora os três estejam relacionados, como é sabido, é necessário esclarecer as crianças sobre o real carácter dessa relação.

 

Por fim, embora não esteja directamente relacionado com os resultados do inquérito, achou-se por bem que o primeiro frame do cd-rom seja uma apresentação do mesmo com o titúlo, uma imagem descritiva da acessibilidade e a opção “Iniciar”. Visto se ter decidido, mesmo após a realização do inquérito, manter o sistema offline, esta pareceu uma boa forma de não sobrecarregar o utilizador com uma introdução, deixando que ele inicie a sessão quando mais desejar. Para além disso, em vários dos cd-roms para crianças a que tive acesso surge essa opção.

 

Download da segunda apresentação intercalar do projecto: apresentacao2.ppt  

 

Apresentação do projecto final (Design de Comunicação Multimédia)

Infografia “Acessibilidade precisa-se!”

No âmbito do projecto final da disciplina de Design da Comunicação Multimédia a presente proposta tem como objectivo esclarecer sucintamente o projecto desenvolvido na disciplina de Ergonomia das Aplicações. Será, pois, uma infografia dinâmica interactiva que poderá ser publicada no portal Jornalismo Porto Net (JPN) do curso de Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia.

Como já foi referido nos artigos de contextualização e apresentação do projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, este tem como objectivo sensibilizar os alunos do segundo ciclo do ensino básico para a problemática da acessibilidade nos dias de hoje. Para além disso, pretende-se que o projecto seja integrado no âmbito da disciplina de Formação Cívica, leccionada neste ciclo. O público-alvo do sistema é, assim, constituído por crianças dos 10 aos 12 anos que frequentem o segundo ciclo.

Como foi referido nos artigos referentes ao modelo conceptual do projecto, o sistema será constituído por duas secções, sendo a primeira uma introdução ao tema da acessibilidade e a segunda uma breve descrição do mesmo. Na introdução, o utilizador poderá ver uma espécie de “filme” introdutório ao conceito. Esta será, pois, uma narrativa linear sem grande necessidade de interacção por parte do utilizador, que apenas poderá “saltar” a introdução caso deseje. Na segunda secção do sistema, serão apresentados conceitos e definições referentes ao tema de uma forma sucinta, visto o objectivo final não ser o de explicar em pormenor todos aspectos relacionados com a acessibilidade, mas sim o de tentar incutir nas crianças a informação principal e básica sobre o assunto para que estas entendam a importância do mesmo nos dias de hoje.

Relativamente à infografia de divulgação do sistema, achou-se por bem não utilizar o mesmo nome que o sistema em si. Assim, a infografia será denominada de “Acessibilidade precisa-se!” para que o público-alvo (que definirei mais à frente) entenda a importância do sistema e do tema em questão. O público-alvo da infografia não será, portanto, o mesmo do projecto em apresentação, visto a aquisição deste tipo de conteúdos (sistemas educativos) não estar relacionada, na maioria das vezes, com a própria criança, mas sim pelos responsáveis pela sua educação. Assim sendo, a infografia será dirigida aos pais, professores e aos próprios estabelecimentos de ensino. Para além disso, é importante referir que, tendo em conta uma possível publicação da infografia no JPN, achou-se por bem atingir este público-alvo, que, possivelmente, poderá ter mais interesse em consultar um portal do género.

A infografia em questão tem, pois, como objectivos principais: divulgar o sistema, os seus conteúdos e objectivos; divulgar o tema da acessibilidade e a importância de incluir valores relacionados com o mesmo não só nas crianças mas nos pais e educadores e, finalmente, explicitar o funcionamento do sistema, a forma como este está estruturado e as fases de desenvolvimento do projecto que não são passíveis de ser demonstradas no sistema em si (isto é, testes de utilizadores, inquéritos e todas as formas de relacionamento com o público-alvo aquando do desenvolvimento do mesmo).

Para cumprir os objectivo acima mencionados, a infografia estará estruturada em três secções:

1 – Apresentação do sistema (seus objectivos, o tema em questão, público-alvo e disciplina de Formação Cívica);

2 – Apresentação dos resultados dos inquéritos e testes de utilizador desenvolvidos durante o projecto;

3- Simulação do funcionamento do sistema.

Na primeira secção, para além de ser feita uma apresentação do projecto e dos seus objectivos, pretende-se dar a conhecer aos pais e educadores o tema da acessibilidade e alguns dos aspectos com ele relacionados. Serão, pois, focados todos os aspectos presentes no sistema em si e mais alguns que possam ser relevantes para o público-alvo da infografia.É, pois, importante, que este fique elucidados sobre o conceito para que mais facilmente perceba a importância do sistema para os seus filhos\educandos. Por outro lado, focar a importância das novas tecnologias na educação das crianças e caracterizar a relação dos mesmos com o computador e com conteúdos interactivos educativos é importante para que os pais e professores percebam a relevância de adquirir o sistema.

Neste sentido, na primeira secção, para além de serem apresentados os objectivos do sistema e a sua possível implementação na educação do público-alvo (crianças dos 10 aos 12 anos), serão focados os conceitos e definições relacionados com a acessibilidade; uma breve descrição dos objectivos mais pertinentes para o projecto em questão da disciplina de Formação Cívica e a apresentação das características mais relevantes em relação às crianças no âmbito escolar e na sua relação com o computador.

Assim sendo, em relação ao conceito de acessibilidade, serão focados os seguintes aspectos:

- Definição do termo;

- Conceitos básicos tais como “cidadãos com necessidades especiais”, “incapacidade”, “deficiência” e “ajudas técnicas”;

- A pessoa com deficiência e o computador;

- A acessibilidade na Internet (Consórcio World Wide Web e Web Accessibility Initiative).

Os objectivos da disciplina de Formação Cívica que poderão ser relevantes para focar na infografia são, portanto, os seguintes:

- Educar a criança para a cidadania;

- Desenvolver experiências de aprendizagem diversificadas;

- Desenvolver a consciência cívica dos alunos;

- Formar cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes;

- Fomentar a participação individual e colectiva dos alunos na vida da turma, da escola e da comunidade;

- Promover valores de tolerância e solidariedade;

- Reflectir sobre direitos e deveres dentro e fora da escola;

- Reflectir sobre a discriminação e o respeito pelas diferenças.

Por outro lado, em relação à criança, a sua vida escolar e a sua relação com o computador, os aspectos mais relevantes a focar na infografia são os seguintes:

- A criança nas aulas tem períodos de atenção curtos e intermitentes, dai que goste mais de falar, contemplar, ler e escutar do que de trabalhar;

- Estas idades são óptimas para o uso de material gráfico e meios audiovisuais, que se constituem como meios eficazes para a sua educação e formação;

- Entre os 6 e 12 anos as crianças apresentam uma intensa motivação para o conhecimento e manuseio do computador;

- Há uma crescente necessidade de conjugar o “moderno fazer da escola” com a tendência própria da infância para descobrir o mundo ludicamente e aprender o que é preciso fazendo o que se gosta de fazer;

- Nestas idades o computador sofre um deslocamento de sentido: do plano do lúdico passa para a significação de um recurso de aprendizagem com as experiências educativas formais que começam a surgir;

- A criança desta idade está, pois, apta a relacionar-se com ambientes virtuais de aprendizagem, em especial com o computador.

É importante referir, também, que na infografia não será necessário ter um cuidado tão reforçado com a linguagem utilizada para transmitir os conteúdos, visto o público-alvo não serem crianças, mas sim adultos. No entanto, parte-se do princípio de que esta possa ser consultada por indivíduos sem conhecimento da maioria dos aspectos focados, sendo que os conteúdos serão divulgados da forma mais clara e simples possível para que possam ser apreendidos mais facilmente.

Pretende-se que a infografia mantenha uma certa consistência em termos visuais com o projecto em si. Assim sendo, continuaram a ser utilizadas as mesmas metáforas relativas à escola e que remetam para o carácter educativo do sistema. Será, pois, utilizada a imagem do quadro e do giz, assim como o caderno e o lápis, caso se considere necessário e relevante. No entanto, é relevante focar o facto de ainda ter muitas dúvidas quando ao design da infografia e a forma como estes elementos podem ser conjugados e estruturados tendo em conta os conteúdos e o sistema em questão. Penso, pois, ser necessário definir estes aspectos rapidamente, embora precise de alguma orientação para conseguir fazê-lo de forma clara. Por enquanto, é necessário realçar o facto de a infografia ter uma consistência com o design do sistema por ela apresentado.

A imagem apresentada de seguida está a ser utilizada como background do sistema em si, sendo que será, também, utilizada para a realização da infografia, possivelmente também como background da mesma:

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Assim sendo, para alem de apresentar o projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, a infografia servirá para explicar e apresentar aos pais e educadores das crianças o tema da acessibilidade e a sua importância nos dias de hoje. Não será, pois, apenas uma apresentação do projecto, seus objectivos e funcionamento, mas um conteúdo que poderá ser consultado por qualquer indivíduo que queira adquirir mais conhecimentos sobre o tema em questão (acessibilidade). É, também, de realçar a preocupação em divulgar o sistema em si e, através do conteúdo da infografia, a sua importância para a educação das crianças, assim como de manter uma consistência entre o design do sistema e o da infografia, usando os mesmos elementos e o mesmo conceito, ou seja, a escola, a sua função educativa e os elementos que a caracterizam e que são utilizados pelos alunos (quadro, giz, cadernos e lápis).

NOTA: Para mais esclarecimentos sobre o projecto final da disciplina de Ergonomia das Aplicações Multimédia deverão ser consultados todos os artigos publicados referentes ao projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”, dos quais se destacam o “Contextualização” (publicado a 5 de Outubro), visto, como o próprio nome indica, contextualizar o projecto, os seus objectivos, o seu público-alvo e a sua integração na disciplina de Formação Cívica, e os referentes ao Modelo Conceptual.

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Rectificação de alguns aspectos do Modelo Conceptual

Após a última aula, surgiram novas questões relativas ao desenvolvimento do sistema, sendo, por isso, necessário rectificar alguns parâmetros focados no artigo anterior.

Neste sentido, continuará a recorrer-se à metáfora do quadro e do giz (identificação com a realidade física da escola). Em todos os frames será dada a noção de que todos os conteúdos surgem no quadro embora a tipografia e os grafismos sejam trabalhados posteriormente e não através de fotos, como tinha sido dito anteriormente. O objectivo é, pois, o de conjugar a foto com a sobreposição de elementos produzidos virtualmente (texto e imagem). Estas rectificações foram feitas pois, após a experiência com fotos demonstrada no Protótipo Medium-Fi, chegou-se à conclusão de que vários factores contribuíam para que não se tivesse chegado ao efeito produzido. Pensou-se, pois, que sobrepor elementos produzidos virtualmente nas fotos faria com que se chegasse a um resultado mais interessante que o demonstrado no protótipo disponibilizado para download no artigo anterior.

Na primeira secção do cd-rom, o giz animado no canto inferior direito que serviria para o utilizador “saltar” a informação, será substituído pelo ícone “Saltar Intro”, sendo que este terá a mesma tipografia utilizada nos restantes conteúdos textuais do sistema.

Na segunda secção, as rectificações são exactamente as mesmas, sendo que apenas o quadro em si será constituído por uma foto e o resto dos conteúdos serão trabalhados posteriormente. É, então, necessário encontrar para todo o sistema um tipo de letra que se assemelhe ao aspecto da escrita num quadro com giz.

Na janela de conteúdos da secção explicativa, aparecerá no primeiro frame logo o conteúdo do primeiro item, neste caso “O que é a acessibilidade?”. Assim, o item aparecerá sublinhado com a respectiva cor, como tinha sido dito no artigo anterior. Porém, o fundo da janela será branco, embora seja alterado o contorno da mesma consoante o item escolhido e a sua respectiva cor.

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Protótipo Medium-Fi

Após ter publicado na semana passada um protótipo Lo-Fi (um rascunho pouco detalhado do sistema), esta semana publico um protótipo Medium-Fi. Este, embora não traga novidades em relação ao anterior, é mais detalhado e é baseado nas fotos que já foram tiradas para o posterior desenvolvimento do projecto no Macromedia Flash.

Este protótipo, como é óbvio, pode vir a sofrer várias alterações, sendo, por isso, necessário tirar novas fotos. No entanto, neste momento é importante publicar o trabalho feito até aqui para mais facilmente se perceber o aspecto, a forma como será conduzida a interacção do utilizador com o sistema e a apresentação dos conteúdos do mesmo.

Mais uma vez foi necessário publicar o protótipo num ficheiro Powerpoint, sendo, por isso, necessário fazer o download do mesmo.

Download aqui: prototipomedium-fi.ppt

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Protótipo Lo-Fi do sistema

Download aqui: prototipolo-fi.ppt

O protótipo Lo-Fi aqui apresentado é apenas um esboço feito em papel da interface do sistema. É, assim, um protótipo de baixa fidelidade (Lo-Fi), ou seja, um esboço aproximado, onde faltam muitos detalhes.

Nota: devido ao mau funcionamento do WordPress em relação a inserir várias imagens nos artigos, disponibilizo o protótipo em formato ppt (PowerPoint).

 

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Actualização do Modelo Conceptual

Nota: o artigo seguinte apresentará um protótipo Lo-Fi do sistema. Nesta fase, o protótipo é apenas apresentado como rascunho, sendo que na próxima semana conto publicar um protótipo mais detalhado, composto pelas fotografias mencionadas neste artigo e realizado em Macromedia Freehand.

Em primeiro lugar, é necessário focar o facto de ter sido obtida uma resposta negativa por parte da Escola EB 2,3 de Gomes Teixeira. Neste sentido, foi contactado o Colégio Luso-Francês do Porto, que prontamente marcou uma reunião com a sua Direcção para a próxima segunda-feira, dia 15 de Outubro.

Como referi no primeiro artigo referente ao Modelo Conceptual, o sistema será composto por duas secções, em que a primeira será uma introdução ao tema (acessibilidade) e a segunda uma breve descrição do mesmo.

Assim, o utilizador ao “entrar” no cd-rom visualizará automaticamente a introdução, sendo que poderá “saltar” a mesma (skip intro) a qualquer altura, passando, então, para a secção mais explicativa do sistema. Na introdução, o utilizador poderá ver uma espécie de “filme” introdutório ao conceito. Esta será, pois, uma narrativa linear sem grande necessidade de interacção por parte do utilizador, que apenas poderá “saltar” a introdução caso deseje.

Em todo o sistema, serão utilizadas metáforas relativas à escola e que remetem para o carácter educativo do cd-rom. Neste sentido, o design será constituído pelo quadro e pelo giz, utilizados nas escolas para fornecer informações aos alunos durante as aulas. Com o objectivo de conceder ao sistema um carácter real, serão tiradas fotos a um quadro nos diversos frames necessários ao desenvolvimento do projecto. Assim, não só o fundo (quadro) será real, como a tipografia (uso do giz para escrever no quadro o pretendido), as animações e as cores (uso do giz nas diversas cores). Na introdução do sistema, todos os frames serão constituídos, portanto, por fotos reais, embora posteriormente estas sejam trabalhadas no Macromedia Flash para lhes ser dada a apresentação e os comportamentos pretendidos.

A primeira secção do cd-rom será composta por 12 frames, sendo que todos eles serão constituídos por, basicamente, os mesmos elementos: o quadro como fundo, o elemento fulcral de cada frame no centro do mesmo e a representação de um giz (a saltar) no centro inferior direito, o que servirá para o utilizador “saltar” a introdução. Todos os elementos (texto e imagem) serão produzidos directamente no quadro e, no decorrer da apresentação, surgirão como se estivesse, a ser produzidos no momento. Por exemplo, a expressão “Era uma vez…” (que aparece em todos os frames que introduzem uma imagem, animação ou som e a sua posterior descrição) será apresentada letra a letras. Isto contribuirá para atingir o objectivo de criar uma interface similar e familiar a uma entidade física, ou seja, neste caso, à escola em si.

Na segunda secção do sistema, serão também utilizadas fotos do quadro e o aspecto do sistema manter-se-á consistente com a introdução. No entanto, nesta secção o objectivo é o conciliar o real com o virtual, havendo, por isso, aspectos em que se continua a recorrer ao giz e outra (uma pequena janela onde surgirão os conteúdos de cada item do menu) onde os conteúdos e o seu aspecto serão produzidos virtualmente. Assim, o fundo será constituído pelo quadro (que se mantém uma constante ao longo de todo o sistema) e o nome do sistema assim como o menu serão escritos no quadro com giz, tal como na primeira secção do cd-rom. Ao passar-se com o cursor por cima de cada item do menu, este ficará sublinhado com a cor que lhe estará inerente. Ao clicar no item, este ficará sublinhado enquanto o utilizador consulta o seu conteúdo, o que permitirá que este se situe, sabendo sempre onde está e o que está a visualizar. As cores utilizadas serão quentes e apelativas como o amarelo, o laranja, o cor-de-rosa, o verde escuro ou outras. Também o sublinhado será produzido no próprio quadro e, consequentemente, nas fotos utilizadas para a realização do cd-rom. Ao clicar no item pretendido, o utilizador poderá ver o conteúdo do mesmo numa pequena janela do lado esquerdo do menu (situado no lado direito da interface, na horizontal), sendo que não será aberta uma nova janela para a apresentação dos conteúdos. No primeiro frame da segunda secção, onde é apresentado pela primeira vez o menu, esta janela estará preenchida pelos símbolos referentes à acessibilidade (o símbolo do mundo físico e o dos sítios web acessíveis). Os conteúdos serão compostos por texto, imagem (pequenas infografias) e, caso necessário, setas que permitam ao utilizador avançar ou recuar nos conteúdos. Para além do mapeamento de cores ser feito através do sublinhado, é necessário realçar o facto de o fundo da pequena janela mudar segundo o item em questão e a cor que lhe está inerente.

Em relação aos itens do menu, os nomes atribuídos no protótipo apresentado no artigo seguinte poderão ser alterados, assim como a sua disposição.

As infografias serão estáticas e apresentadas os seguintes conteúdos: definição de “cidadãos com necessidades especiais” numa pequena secção referente às estatísticas da população portuguesa e “Acessibilidade e Computador” na referência às ajudas técnicas.

Como já foi dito no primeiro modelo conceptual, o design do sistema será, assim, simples e minimalista, não se pretendendo que este tenha um aspecto muito “infantilizado”, pois o público-alvo está na pré-adolescência, fase onde há uma enorme ânsia de crescer, de deixar de ser conotado como “criança”.

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Modelo Conceptual

Para a realização do modelo conceptual do projecto “Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!” direccionado para crianças com idades compreendidas entre os 10 e 12 anos é necessário ter em conta três palavras/expressões chave já focadas no artigo anterior: acessibilidade, Formação Cívica e pré-adolescência. Assim, a planificação e desenvolvimento do produto terá em conta as características destes três factores.

Após ter apresentado no artigo anterior a maior parte da pesquisa em relação à inserção do projecto na disciplina de Formação Cívica e às características do público-alvo, chegou a altura de partir para o modelo conceptual do sistema. Para a sua realização parto de diversos pressupostos, também já focados no artigo anterior, mas que considero importante voltar a realçar. Em primeiro lugar, irá ser introduzido no conhecimento das crianças um novo conceito, ou seja o conceito de acessibilidade. Para melhor fazê-lo, foi escolhida a inserção do sistema na disciplina de Formação Cívica, que se assume como um espaço privilegiado para de educação para a cidadania, respeito mútuo e reflexão sobre a sociedade. Por fim, é necessário focar alguns aspectos (os mais pertinentes para o projecto em questão) que caracterizam as crianças na pré-adolescência. Assim sendo:

- estas crianças já sabem ler;

- estão numa faixa etária óptima para o uso de meios audiovisuais na educação e formação;

- têm grande motivação para o conhecimento e manuseio do computador, embora estejam a começar a viver as suas primeiras experiências educativas formais com o mesmo;

- não gostam de ser consideradas crianças pois têm um grande desejo de crescer;

- têm uma crescente preocupação social e sensibilidade para os sentimentos dos demais;

- são adeptas de cores, sons, movimentos e contos;

- organizam as informações em sistemas, relacionando-as no interior dos mesmos.

É, porém, necessário realçar o facto de ainda não ter sido obtida qualquer resposta por parte do estabelecimento de ensino contactado (Escola EB 2,3 de Gomes Teixeira). Assim, estes pressupostos de que agora parto podem ser substancialmente alterados quando tiver sido feito um contacto directo mais aprofundado com alunos e professores.

Como foi também referido no artigo de apresentação do sistema, este será composto por duas secções, em que a primeira será um introdução ao tema e a segunda uma breve descrição do mesmo. Assim, no menu inicial do cd-rom será dada a opção ao utilizador de escolher qual a secção que pretende “visitar”. No caso de escolher a primeira, o utilizador poderá ver uma espécie de filme introdutório ao conceito de acessibilidade. Esta secção terá como especial particularidade o facto de ser uma narrativa linear que irá ao encontro da preferência do público-alvo de adquirir informação no formato de um conto. Para além disso, nesta secção o utilizador não terá grande interacção com o sistema, sendo apenas possível “saltar” a introdução e passar para o segundo tópico do menu inicial.

Na segunda secção do cd-rom, o utilizador poderá encontrar um breve menu onde poderá aceder a conteúdos como a definição de acessibilidade; conceitos básicos como por exemplo “cidadãos com necessidades especiais” (definição e estatísticas da população portuguesa), “incapacidade”, “deficiência” e “ajudas técnicas”; a pessoa com deficiência e o computador e a acessibilidade na Internet (Consórcio World Wide Web, Web Accessibility Initiative e 10 concelhos para garantir a acessibilidade de uma página na Internet). De notar a especial atenção que será dada à linguagem na análise destes pontos, visto o público-alvo não estar familiarizado com estes conceitos. Será, portanto, uma linguagem simples, concisa, directa e extremamente descritiva, para além de se recorrer ao uso de imagens, animações e sons para mais facilmente chegar ao objectivo pretendido.

O design do sistema será simples e minimalista. Porém, não se pretende que este tenha um aspecto muito “infantilizado”, pois o público-alvo está numa fase de rejeição de sistemas denominados “para crianças”, visto ter uma enorme vontade de crescer. Porém, e como já foi dito, será utilizada uma linguagem adequada à faixa etária em questão, para além de se recorrer a imagens, animações, sons e cores quentes e apelativas como o amarelo e o laranja. Como é sabido, as crianças interessam-se mais por sistemas “coloridos”, por menus com um tipo de letra apelativo e por tamanhos de letra e de ícones maiores que o habitual. Será, portanto, feito um mapeamento de conteúdos tanto a nível cromático como em relação ao tamanho de letra. As metáforas utilizadas terão como objectivo criar uma interface similar e familiar a uma entidade física, sendo, por isso, baseadas na actividade escolar. Assim, serão utilizados objectos do dia-a-dia da criança na escola, como por exemplo o caderno, o livro, o lápis, etc. Isto realçará o carácter educativo do sistema. No entanto, será feito de uma forma subtil para que a criança não se sinta obrigada a memorizar e a apreender directamente os conteúdos, como normalmente acontece no ensino corrente.

Em suma, todo o sistema será manipulado directamente, sendo que o utilizador terá uma vasta liberdade de navegação e exploração do mesmo. O modo de interacção será, portanto, a navegação através de menus.

O conteúdo não terá como objectivo explicar em pormenor todos os conceitos e ideias relacionados com a acessibilidade, mas sim o de tentar incutir na criança a informação principal e básica sobre o assunto para que esta entenda a importância do mesmo nos dias de hoje.

Nota: para mais informações recomendo a consulta das referências citadas no artigo anterior.

“Acessibilidade – Ver o mundo com outros olhos!”

Contextualização

No âmbito do projecto final da disciplina de Ergonomia das Aplicações Multimédia, a minha proposta tem como objectivo a realização de um cd-rom de sensibilização para a problemática da acessibilidade nos dias de hoje. O público-alvo é constituído por crianças dos 10 aos 12 anos que frequentam o 2º ciclo do ensino básico. Para além disso, este projecto tem como objectivo integrar o cd-rom na disciplina de Formação Cívica, leccionada neste ciclo.

A escolha do formato cd-rom justifica-se pelo facto deste ser um elemento preponderante no ensino dos dias de hoje, proporcionando às crianças uma pedagogia inovadora e eficaz.

Foi estabelecido contacto com a Escola EB 2,3 de Gomes Teixeira, estando, neste momento, à espera de uma resposta por parte da mesma. Para o bom desenvolvimento do projecto é necessário estabelecer uma relação com professores e alunos em todas as fases do projecto.

Uma breve definição de acessibilidade

A acessibilidade descreve a qualidade do meio ambiente face à situação da pessoa com deficiência. Assim, um edifício, um computador ou uma informação é acessível se puder ser acedido por alguém com uma incapacidade ou deficiência.

A designação “Cidadãos com necessidades especiais” é utilizada para referenciar pessoas que por diversas razões se confrontam com limitações funcionais. É o caso dos idosos, acamados de longa duração e das pessoas com deficiência.

Quando nos referimos a conteúdos digitais, a acessibilidade está intimamente relacionada com a possibilidade que é dada ao indivíduo de ler a informação disponibilizada.

O W3C é o organismo responsável pelas recomendações mundiais relacionadas com a web. Em 5 de Maio de 1999, o W3C publicou o primeiro documento que serve de referência mundial para a acessibilidade na Internet. O documento tem como nome “Documento de acessibilidade de conteúdos de web 1.0” e está dividido em 65 pontos de verificação classificados por diferentes níveis de prioridades.

Contextualizando a Formação Cívica

No final dos anos noventa, o Governo assumiu como objectivo estratégico garantir uma educação de base para todos como fundamento de um processo de educação e formação ao longo da vida. O Ministério da Educação lançou, então, o “Documento orientador das politicas para o ensino básico” em 1998, em que manifesta o entendimento de que a escola deve assumir-se como um espaço privilegiado de educação para a cidadania e integrar na sua oferta curricular experiências de aprendizagem diversificadas.

Assim, os princípios orientadores da actual organização e da gestão curricular do ensino básico (definidos pelo Decreto-Lei nº6/2001 de 8 de Janeiro) visam a formação integral de todos os alunos, consagrando, entre outros aspectos:

- a criação de três áreas curriculares não disciplinares vocacionadas para trabalhar temas transversais: Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica;

- a Formação Cívica como um espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, visando o desenvolvimento da consciência cívica dos alunos, como elemento fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, com recurso, nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade.

A Formação Cívica surge, assim, no contexto da reorganização curricular como um espaço de diálogo e reflexão sobre as experiências vividas, as preocupações sentidas e os temas e problemas relevantes da comunidade e da sociedade.

Objectivos da disciplina:

- Desenvolver competências necessárias ao exercício da cidadania;

- Promover atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que conduzam à formação de cidadãos autónomos, participativos e civicamente responsáveis;

- Promover valores de tolerância e solidariedade;

- Estimular a participação dos alunos na vida da turma, da escola e da comunidade;

- Consciencializar os alunos para a importância das relações humanas e a existência de regras de conduta social;

- Reflectir sobre direitos e deveres dentro e fora da escola;

- Reflectir sobre a sociedade (cidadania, democracia, consciência cívica, solidariedade, discriminação, violência, respeito pela diferença.

Crianças dos 10 aos 12 anos de idade – Características

O público-alvo deste projecto é, em princípio, constituído por crianças sem necessidades especiais que frequentam o 2º ciclo do ensino básico, tendo, por isso, idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos de idade. É, assim, necessário realçar o facto destas crianças estarem a entrar na chamada fase da “pré-adolescência”. De notar também o facto de ser possível encontrar nas turmas em estudo crianças com algumas necessidades especiais. Neste caso, irá ser feito tudo para enquadrar o sistema para a utilização por parte das mesmas.

Uma das principais razões que levou à escolha deste público-alvo foi o facto de as crianças terem o espírito aberto para novos assuntos, para as tarefas propostas e para a sua consecução, o que poderá facilitar os testes de utilizador. Para além disso, a criança é caracterizada pela sua sinceridade, o que pode permitir um mais fácil apuramento das suas ideias, opiniões e criticas. O fundamental neste projecto será proporcionar um ensino motivador, dinâmico, criativo e preciso nos seus objectivos, como forma de potenciar o crescimento individual de todos os intervenientes no projecto.

Características psicológicas:

- Nesta fase, a criança mostra-se feliz, simpática, tranquila, amável, sincera e amigável, embora, por vezes, manifeste breves e superficiais momentos de ira;

- Encontra-se livre de tensões e inclinada a uma fácil reciprocidade. Mostra-se independente e directa;

- Possui grandes desejos de agradar aos outros e compreende muito bem o próprio comportamento;

- Observa-se, nesta fase, uma maior amplitude de gostos e interesses, que se manifestam em todo o seu âmbito pessoal, familiar e social;

- Tem uma grande capacidade de protecção, projectada, especialmente, em crianças mais pequenas, animais, etc;

- Mostra uma maior actividade e prefere a companhia de outros, recusando a solidão;

- Gosta de discutir, mas não gosta que discutam com ela;

- Tem um grande sentido de justiça e horror à fraude;

- Super critica, tanto em relação a si como aos outros;

- Mostra-se mais altruísta;

- Não gosta que a consideram uma criança, pois tem um grande desejo de crescer;

- Denota-se um grande avanço no seu pensamento conceptual quanto á preocupação pelo valor de termos como justiça, lei, vida, lealdade, delito, etc;

- Possui um autêntico sentido do que é lógico;

- Entusiasmo expansivo e capacidade de tomar iniciativa;

- Sensível aos sentimentos dos demais e às atenções e interesses das pessoas que a rodeiam.

No âmbito escolar:

- A criança já sabe ler;

- É a fase das experiências;

- Possui um grande poder de assimilação. Gosta de memorizar, identificar ou reconhecer os factos. Custa-lhe, no entanto, conceptualizar ou generalizar;

- Tem períodos de atenção curtos e intermitentes, dai que goste mais de falar, contemplar, ler e escutar do que de trabalhar;

- Agrada-lhe a possibilidade de escolha e oferecendo-lhe várias tarefas para que seja ela mesmo a escolher leva a cabo o trabalho diligentemente;

- Os dados que melhor aprende são os que se ensinam sob a forma de contos, em que uma acção leva inevitavelmente a novas acções;

- São idades óptimas para o uso de material gráfico e meios audiovisuais, que se constituem como meios eficazes para a sua educação e formação;

- Nestas idades, as crianças são sensíveis à informação social.

A criança e o computador na educação

A capacidade para as aprendizagens colaborativas e grupais e a intensa relação com os meios virtuais começa no momento denominado de “pré-adolescência”, na idade escolar.

Entre os seis e os doze anos, as modernas tecnologias de informação e comunicação despertam a atenção e quase uma “fixação” por parte das crianças. Elas apresentam uma intensa motivação para o conhecimento e para o manuseio do computador, telemóvel, agendas electrónicas e outros artefactos do género. A criança descortina, assim, a multiplicidade de possibilidades de descoberta do mundo e de construção de conceitos, propiciada pelo “mergulho” nas modernas tecnologias de informação e comunicação e nos ambientes educativos virtuais. Trata-se, portanto, de uma relação que toca o simbólico, o imaginário, envolvendo componentes emocionais e afectivas. Não é um lápis, um caderno ou uma borracha, mas algo que tem cores, sons e movimentos, que “pulsa” e responde à criança, como se estivesse vivo. Esta possível transferência de afectos e de conteúdos completa a relação com o adulto educador e interfere na evolução da identidade da criança.

Como já foi referido, a idade dos seis aos doze anos (neste caso dos dez aos doze) é caracterizada pela prontidão para aprender e compartilhar experiências com o grupo e pela canalização das energias para finalidades sociais. É nesta fase que os fundamentos da tecnologia se desenvolvem, à medida que a criança se torna capaz de utilizar os utensílios e as ferramentas. Erik Erikson situa este período como aquele que ocorre quando a sociedade ganha significado para a criança ao admiti-la em papéis que a preparam para a realidade da tecnologia. Neste sentido, é necessário conjugar o “moderno fazer da escola” com a tendência própria da infância para descobrir o mundo ludicamente e aprender o que é preciso fazendo o que se gosta de fazer.

Embora já possa ter tido experiências anteriores com o computador, é nesta faixa de idade que a criança geralmente vivência com ele as primeiras experiências educativas formais. O computador sofre um deslocamento de sentido: do plano do lúdico passa para a significação de um recurso de aprendizagem. O computador passa, assim, a fazer parte do quotidiano da criança e a habilidade na sua utilização é valorizada pelo grupo e pela sociedade.

No entendimento de Piaget, a criança de seis a doze anos encontra-se num especial momento do seu desenvolvimento cognitivo: admite relações de cooperação, brincando e aprendendo com o outro; as assimilações e acomodações ocorrem de forma mais ágil, ampliando notavelmente os esquemas mentais; a formação de classes e séries já ocorre mentalmente, com a interiorização de acções físicas como operações/acções mentais; apresenta facilidade de operar concretamente, mas a dificuldade em solucionar problemas verbais faz com que opere frequentemente com tentativas e erros. Progressivamente, o raciocínio lógico impõe-se sobre a intuição e a percepção, a criança organiza as informações em sistemas, relacionando-as no interior dos mesmos.

A criança desta fase de desenvolvimento apresenta um notável crescimento das possibilidades de utilização da linguagem, tendo atingido a fala socializada e a capacidade crescente de utilizar variadas linguagens. É, também, necessário destacar que esta criança já alcançou grandes avanços em termos emocionais e sociais, atingindo uma maior autonomia em relação ao adulto, capacidade de tomar iniciativas e acentuado gosto por jogos e brincadeiras. Todo este crescimento torna, portanto, a criança apta a relacionar-se com ambientes virtuais de aprendizagem, em especial com o computador.

Breve planificação

Tendo em conta todos estes aspectos, parto, agora, para uma breve planificação do sistema.

O cd-rom estará dividido em duas secções. A primeira terá como objectivo reforçar a sensibilização das crianças para a necessidade de adequar o mundo que as rodeia às necessidades especiais de algumas pessoas para que todos possam tirar o máximo proveito dele. Nesse sentido, esta primeira parte será uma narrativa linear sem necessidade de interacção com o sistema por parte do utilizador, onde será contada uma pequena “história” com o recurso a várias simulações relacionadas com imagem e som e onde a criança poderá pôr-se no lugar de quem sente necessidades especiais no acesso a determinados conteúdos, especialmente em formato digital. Assim, a primeira secção do cd-rom funcionará como introdução ao tema que, com o seu design minimalista, “tocará” nas emoções dos utilizadores. É importante realçar o facto de ser dada, no menu inicial, a opção de “saltar” esta secção, passando logo para a segunda parte do sistema que irá explicar o conceito de acessibilidade, sendo, por isso, a parte mais descritiva do sistema. Nesta secção, as crianças terão oportunidade de esclarecer os conceitos e definições relacionados com a acessibilidade. Embora o público-alvo sejam crianças, não se pretende “infantilizar” de uma forma directa e óbvia o produto, visto as crianças desta faixa etária terem um grande sentido de independência e liberdade, não querendo ser conotadas como “crianças” ou “infantis”, mas como indivíduos que estão a entrar na chamada fase da adolescência.

Referências

- The World Wide Web Consortium (W3C)- Web Accessibility Initiative (WAI)- Directivas para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0

- Instituto Nacional de Administração, “Acessibilidade aos sítios Web da AP para Cidadãos com Necessidades Especiais”

- “Formação Cívica – Um caminho a percorrer”

- “Roteiro para a área curricular não disciplinar – Formação Cívica”

- Fórum Educação para a Cidadania

- “A criança dos 10 aos 12 anos”

- “Crianças e computador: interação que impulsiona o desenvolvimento e a aprendizagem”, Eloiza da Silva Gomes de Oliveira